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Mais de 40.000 pessoas retiradas de casa na região de Madrid e Ávila devido a fogos

Lusa 24 de julho de 2026 às 18:24

A região autónoma de Madrid está a enfrentar "o pior incêndio da história", disse esta sexta-feira a presidente do governo autonómico, Isabel Díaz Ayuso.

Mais de 40.000 pessoas foram já retiradas de casa por causa dos incêndios que desde quinta-feira afetam a região de Madrid e Ávila, em Espanha, e que continuam por controlar, disseram as autoridades esta sexta-feira

Elemento da Guardia Civil junto a incêncio em Cenicientos, Madrid Daniel Gonzalez/LUSA_EPA

Na região autónoma de Madrid foram retiradas de casa, de forma preventiva, cerca de 40.000 pessoas, enquanto em Ávila, na região vizinha de Castela e Leão, outras 1.500 estão neste momento deslocadas.

O delegado do Governo espanhol na região de Madrid, Francisco Martín, disse aos jornalistas, por volta das 18:00 locais (17:00 em Lisboa), que as autoridades não descartam que haja mais pessoas retiradas de casa "nas próximas horas", devido à evolução das chamas.

A região autónoma de Madrid está a enfrentar "o pior incêndio da história", disse esta sexta-feira a presidente do governo autonómico, Isabel Díaz Ayuso, ao final da manhã.

Segundo as autoridades, os três incêndios que atingem localidades da região, situadas entre 50 e 100 quilómetros da capital espanhola, uniram-se durante a manhã e formam agora uma única frente. Por outro lado, as autoridades preveem que ao fogo de Madrid se junte o que avança na província de Ávila.

Estes incêndios levaram o Governo de Espanha a declarar a situação de emergência em Madrid e Ávila na quinta-feira à noite e a acionar o mecanismo europeu de proteção civil, para pedir quatro meios aéreos de combate a fogos florestais aos parceiros da União Europeia (UE).

Espanha juntou-se assim a França, que também pediu ajuda através do mecanismo europeu de proteção civil para combater os fogos que atingem o país. O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, admitiu que há "uma situação dramática" em várias províncias do país por causa dos fogos florestais.

O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, disse que além destes fogos em Madrid e Ávila há mais nove no resto de Espanha que mobilizam meios aéreos e por isso foi ativado o mecanismo europeu de proteção civil. "É um dia muito difícil, com uma situação muito adversa", disse o ministro.

Este ano já arderam mais de 130.000 hectares em Espanha, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS). Em 2025, arderam mais de 393.000 hectares, na maior área ardida num ano de que há registo no país.

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