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Está assinado o acordo UE-Mercosul
O histórico acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul cria a maior área de comércio livre do mundo.
Foi um dia histórico e teve como palco o Grande Teatro José Asunción Flores, em Assunção, no Paraguai. Líderes da União Europeia e dos países membros do Mercosul juntaram-se para assinar o acordo UE-Mercosul, que está a ser negociado desde o ano 2000.
Ursula von der Leyen, Santiago Pena e António Costa
EPA
Sem consensos
A assinatura deste acordo não foi consensual e contou com os votos contra da França, Polónia, Áustria, Irlanda e Hungria, além da abstenção da Bélgica. Em toda a Europa, os agricultores têm organizado protestos contra este acordo e, explica à SÁBADO o dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) Vítor Rodrigues, “dentro da massa de agricultores europeus, sobretudo os pequenos e médios vão ser particularmente afetados”, uma situação que poderá ter “consequências sociais, ambientais e territoriais negativas”.O que está em causa
O acordo permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia. Para a União Europeia, o tratado abre as portas de um mercado historicamente protegido aos seus setores industriais mais competitivos, entre os quais se destacam a indústria automóvel e a maquinaria industrial, onde as atuais tarifas entre 35% e 14% desaparecerão progressivamente. Outros setores que beneficiarão de forma especial serão o químico e o farmacêutico, bem como produtos agroalimentares protegidos por denominações de origem, como os vinhos e os queijos. No caso de Portugal, o azeite e o vinho (duas das maiores exportações portuguesas para o gigante mercado brasileiro) terão as tarifas reduzidas e eliminadas ao longo dos anos.Artigos Relacionados
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