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Cidadãos da Guiné-Bissau passam a pagar caução de €13.700 para pedir visto aos EUA

Lusa 05 de janeiro de 2026 às 18:44

Também o Botsuana, o Butão, a Guiné-Conacri, a Namíbia, a República Centro-Africana e o Turquemenistão terão de pagar uma caução de 13 mil euros.

O Governo norte-americano acrescentou sete países, nomeadamente a Guiné-Bissau, à lista dos que precisam de pagar uma caução de 13.700 euros para se candidatarem a um visto de entrada nos Estados Unidos da América (EUA).
Caução de €13.700 para guineenses pedirem visto aos EUA, tal como cidadãos de outros países Foto AP/Evan Vucci
O Departamento de Estado norte-americano acrescentou, na semana passada, o Botsuana, o Butão, a Guiné-Bissau, a Guiné-Conacri, a Namíbia, a República Centro-Africana e o Turquemenistão à lista de países que têm de pagar uma caução de 15.000 dólares (cerca de 13.700 euros) para se candidatarem a um visto de entrada no país, noticiou hoje a agência norte-americana Associated Press (AP), que cita como fonte o 'site' travel.state.gov. Esta medida, que entrou em vigor a 01 de janeiro, está agora aplicada a 13 nações, na sua larga maioria africanas. Estas sete nações citadas juntaram-se à Gâmbia, Maláui, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Tanzânia e Zâmbia, que já tinham sido incluídos na lista entre agosto e outubro do ano passado. Esta é a mais recente iniciativa da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, para apertar os requisitos de entrada nos EUA, que incluem a obrigatoriedade de cidadãos de todos os países sujeitos a visto comparecerem a entrevistas presenciais. As autoridades norte-americanas defendem a exigência das cauções - que podem variar entre 5.000 e 15.000 dólares (cerca de 4.550 euros a 13.700 euros) - sustentando que são eficazes para garantir que cidadãos dos países visados não permaneçam nos EUA para além do prazo do visto. O pagamento da caução não garante a concessão do visto, mas o montante será reembolsado caso o visto seja recusado ou quando o titular do visto demonstre que cumpriu os respetivos termos. Por outro lado, a administração Trump tem aumentado também a lista de países sujeitos a proibição total ou parcial de viagens, sendo que nesta última categoria se encontra Angola. Trump ordenou a proibição total de entrada nos EUA para cidadãos do Afeganistão, Burkina Faso, Chade, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Iémen, Irão, Laos, Líbia, Mali, Myanmar, Níger, República Popular do Congo, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão e Sudão do Sul. Por outro lado, impôs ainda restrições parciais a cidadãos de outros 15 países: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Burundi, Costa do Marfim, Cuba, Dominica, Gabão, Gâmbia, Maláui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Togo, Tonga, Venezuela, Zâmbia e Zimbabué.
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