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Nuno Lopes, um canalha escangalhado no São Luiz

"A Noite de Iguana" tem Nuno Lopes como protagonista e estreia esta quarta-feira, 18, em Lisboa, ficando em cena até Fevereiro

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Edição de 17 a 23 de março
Rita Bertrand 18 de janeiro de 2017 às 14:00

Chega-se ao intervalo (e ao fim de dois actos, num espectáculo que dura duas horas e um quarto) e Nuno Lopes mal sai de cena. Passa apenas por uma torneira e molha a cara, porque o terceiro acto abre com a personagem que interpreta - Shannon, o padre expulso da própria igreja, tornado guia turístico de excursões beatas - a transpirar. Sentado à mesa onde surgirá a escrever uma carta ao bispo, em busca de um perdão impossível, continua a grunhir, ofegante, tal como Tennessee Williams aconselha, nas didascálias da peça. Enquanto o encenador e o resto do elenco aproveitam a pausa para ir à rua fumar, ele permanece de cigarro apagado, sob os holofotes, com o semblante carregado. É como se não conseguisse parar de representar.

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