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Olivia Rodrigo, um sucesso óbvio e improvável

Os primeiros concertos da artista em Portugal acontecem este sábado e domingo, 22 e 23, em Lisboa. Aos 21 anos, já é uma das grandes estrelas da pop. Como se explica o sucesso de alguém que faz de cada canção uma montanha-russa de emoções?

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Edição de 17 a 23 de março
Olivia Rodrigo, um sucesso óbvio e improvável
Gonçalo Correia 19 de junho de 2024 às 23:30
D.R.

E todas as raparigas com quem falei disseram-me que eras de fugir / chamaste-lhes malucas / Meu Deus, odeio ter-lhes chamado malucas também”, canta Olivia Rodrigo. As palavras saem-lhe apressadamente. Ansiosamente. Estamos em território confessional, dentro do vórtice de uma das mais populares canções pop de 2023, e o ritmo não é por acaso: Vampire é uma canção cheia de fel, uma vingança condensada em palavras e melodias musicais, que não poupa o destinatário: “Bloosucker, fame fucker / bleedin’ me dry like a goddamn vampire.”

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