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Festival Marés Vivas troca Gaia por Matosinhos e recebe Da Weasel com orquestra

Os Da Weasel são a primeira confirmação da edição 2026 do festival, que tem novo nome (Marés) e nova morada: a praia do Aterro, em Matosinhos.

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Edição de 3 a 9 de fevereiro
Lusa 04 de fevereiro de 2026 às 14:11
Marés Vivas 2022
Marés Vivas 2022 Carlos Gonçalves

O festival Marés Vivas, que acontecia desde 2007 em Vila Nova de Gaia, vai passar a realizar-se na praia do Aterro, em Matosinhos, sob o nome festival Marés, anunciou esta quarta-feira o presidente executivo da PEV Entertainment, promotor do evento.

Em conferência de imprensa na Câmara de Matosinhos, Jorge Lopes disse que o festival vai acontecer de 17 a 19 de julho, tal como já havia sido anunciado no ano passado.

Os portugueses Da Weasel, que estiveram no festival em 2023, são a primeira confirmação da edição deste ano e vão atuar logo no primeiro dia do evento com orquestra, sob a direção de Rui Massena, avançou.

O concerto terá como novidade a estreia ao vivo de um tema nunca antes apresentado em palco e com arranjos para orquestra criados de raiz para este espetáculo.

Os nomes que compõem o resto do cartaz vão ser anunciados ao longo dos próximos dias, acrescentou.

Jorge Lopes explicou que o novo recinto, junto ao mar, vai manter a lotação de 120 mil pessoas para os três dias, ou seja, 40 mil por dia.

Além disso, o presidente executivo da promotora salientou que vão manter-se os mesmos cinco palcos e a roda gigante, uma das novidades de 2025.

Apesar da nova localização, "o ADN do festival mantém-se inalterado", ou seja, continua a ser para as famílias, apontou.

O Marés, acrescentou, continua a ser um festival preocupado com a sustentabilidade, a ecologia, a segurança, a mobilidade e as experiências inclusivas.

A PEV Entertainment organizava desde 2007 o festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia, onde teve várias localizações, desde a praia do Cabedelo, a antiga seca do bacalhau e, nos últimos quatro anos, o antigo parque de campismo da Madalena.

Sobre a mudança de local, e sem entrar em polémicas, Jorge Lopes explicou que o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, queria relocalizar o recinto para o interior daquele concelho, algo de que a promotora discordou, porque o festival iria perder "o seu ADN", motivo pelo qual procurou um novo espaço.

Quanto à alteração do nome, designadamente à perda do Vivas, Jorge Lopes explicou que era uma restruturação que a PEV Entertainment já queria fazer há bastante tempo para tornar a marca mais internacional.

"E, este ano, com esta mudança, sentimos que era o momento certo", especificou.

Por seu lado, a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, contou que quando foi abordada pela promotora do evento para perceber se era possível realizar o festival no concelho falou imediatamente com o homólogo de Gaia e só depois de se assegurar que não havia objeção é que iniciou as conversações.

"Eu quero promover o espírito metropolitano, as regras de boa vizinhança e não gostaria que me fizessem a mim algo que fosse competir na realização de um evento", salientou.

A autarca, que confessou querer que o festival se torne uma referência no concelho, espera que este venha dinamizar a cidade, nomeadamente a gastronomia e o comércio local.

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