A história da fotografia impressa começa a ser vista a partir do Estado Novo

A produção imagética do Estado Novo é tão prolífera que deu origem a um livro. 'Fotografia Impressa e Propaganda no Estado Novo', coordenado pela investigadora Filomena Serra, analisa 50 títulos, publicados entre 1928 e 1974, que ajudam a compreender a (rica) cultura visual do regime e dos artistas que lhe fizeram frente.

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Digitalização de uma página do livro 'Salazar na Intimidade'
Digitalização de uma página do livro 'Salazar na Intimidade' DR

A ideia começou a ganhar forma na cabeça de Filomena Serra a partir do momento em que a investigadora do Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa, se cruzou com a exposição Fotos & Libros: Espanã 1905-1977, no Museu Reina Sofia, em Madrid, em 2015. Esta mostra, que reuniu um conjunto extraordinário de revistas e fotolivros publicados em Espanha, durante o século XX, "mostrava como a imagem fotográfica traduzia a intenção propagandística republicana", explica à SÁBADO a historiadora de arte num café movimentado na zona do Rato, em Lisboa. A pergunta seguinte que lhe surgiu foi o que encontraria em Portugal em termos de propaganda impressa. Estava dado o mote para que, seis anos depois, chegasse às livrarias Fotografia Impressa e Propaganda em Portugal no Estado Novo, um livro editado pela Muga, chancela espanhola especializada em cultural visual e fotografia, com coordenação de Serra, que mostra "alguma das obras de propaganda publicadas no Estado Novo, sem esquecer a sua contranarrativa", aponta a sua autora e coordenadora.

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