Sábado – Pense por si

Uma história pós-colonial sobe ao palco do Teatro do Bairro Alto

Carla Bolito cresceu com um busto de marfim em casa. Trazido de Moçambique pelos pais, no pós-25 de Abril, inspirou-lhe A Minha Cabeça, em estreia em Lisboa.

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Edição de 17 a 23 de março
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Rita Bertrand 12 de março de 2022 às 10:00
Alípio Padilha

A Minha Cabeça é uma autoficção de Carla Bolito. Ela queria falar daquele objeto, o busto esculpido em marfim que sempre esteve na casa em que cresceu em Portugal e que representa um “valor” que permitiu aos pais o sustento no regresso de Moçambique, no pós-25 de Abril, mas também é o símbolo da matança de um elefante, hoje considerada crime ao nível mundial, e de um passado colonial de que não se orgulha.

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