Sábado – Pense por si

Um Shakespeare “mal-amado” no Porto

A má liderança por governantes fracos está no cerne da peça que Marcos Barbosa encena no Teatro Carlos Alberto, no Porto, uma das menos apreciadas e representadas do famoso dramaturgo inglês, O Rei João.

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Filipa Vaz Teixeira 07 de dezembro de 2022 às 08:00

Quando George Orwell leu O Rei João, ainda novo, achou o texto arcaico. Só ao vê-lo em cena é que se apercebeu do alcance social e político da peça, bem como da sua capacidade de se manter atual, apesar de retratar eventos da Idade Média. “Ao ser representada, a peça ganha vida, torna-se presente.Público e atores são encostados à parede e isso obriga-nos a pensar ‘o que faço em relação a isto?’, ‘o que é que isto tem a ver comigo?’”, reflete Marcos Barbosa, que encena, no Teatro Carlos Alberto, no Porto, precisamente O Rei João.

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