A segunda edição do cheque-livro, que encerrou na segunda-feira, apresenta uma emissão de 52.448 vouchers, dos quais foram usados 45.075, cerca de 85,9% dos emitidos, anunciou hoje o Ministério da Cultura.
Entre janeiro e agosto deste ano, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, "foram emitidos 52.448 e utilizados 45.075 vouchers de 30 euros para a aquisição de livros", numa ação dirigida a "um universo de 207.086 beneficiários", jovens residentes em Portugal, nascidos em 2007 e 2008.
De acordo com estes números, a emissão de cheques-livros corresponde a pouco mais de 25% do universo de beneficiários e a taxa de utilização desce a perto de 22% do total.
Para o ministério tutelado por Margarida Balseiro Lopes, "a 2.ª edição do Cheque-livro terminou a 31 de agosto com os melhores resultados desde o lançamento do programa", em 2024.
"O programa registou melhorias nos principais indicadores, em comparação com a 1.ª edição, que decorreu entre novembro de 2024 e julho de 2025", lê-se no comunicado hoje divulgado. "Na 2ª edição, iniciada a 02 de janeiro deste ano, foram emitidos mais 4.797 vouchers (+10,1%) e utilizados mais 5.805 (+14,8%). A taxa de utilização aumentou de 82,4% para 85,9%", em relação aos vouchers emitidos.
A primeira edição do programa cheque-livro terminou em 15 de julho de 2025, com uma taxa de execução de 20%. Num universo estimado de 220 mil jovens beneficiários, nesse ano, foram emitidos cerca de 47 mil cheques, tendo sido utilizados perto de 35 mil, em oito meses.
Este ano, a rede aderente ao programa cheque-livro passou de 128 livrarias e 306 lojas para 95 livrarias e 299 lojas, em todo o país.
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, citada pelo comunicado, apesar da diminuição da rede, considera que "a adesão crescente ao cheque-livro é um ótimo sinal sobre o interesse dos jovens pela leitura", e garante que "incentivar esse hábito é investir no acesso à cultura e no futuro das novas gerações".
Esta segunda edição iniciou-se em 02 janeiro passado, com um aumento de 20 para 30 euros e a possibilidade de se utilizar o voucher na compra de um livro de valor inferior, o que não era possível antes.
Com data de encerramento apontada para 30 de junho, esta edição foi alargada mais dois meses, até 31 de agosto, a poucos dias do fim inicialmente previsto, quando havia 40.663 vouchers emitidos.
Na altura, finais de junho, a tutela adiantava em comunicado que a taxa de utilização rondava os 72% dos cheques emitidos, sendo Lisboa, Maia, Vila Nova de Gaia, Porto e Braga os concelhos com maior adesão.
O programa cheque-livro de apoio à leitura é uma iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto desenvolvida pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), em articulação com o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais e o Fundo de Fomento Cultural.
A DGLAB deverá apresentar à tutela, até 31 de outubro, o relatório final desta segunda edição.
De acordo com o gabinete de Margarida Balseiro Lopes, "a continuidade do programa será ponderada após a análise de todos os resultados apurados".