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Morreu o pai de Carlos Paião, 37 anos após perder o filho

Carlos Paião tinha 93 anos.

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CM 11 de março de 2026 às 10:09
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Carlos Paião, pai do cantor com o mesmo nome, morreu esta terça-feira, 10 de março, aos 93 anos. A notícia foi avançada por António Sala nas redes sociais.

"Faleceu esta 3ª feira o meu bom Amigo Sr. Carlos Paião. O pai do nosso saudoso Carlos Paião. Os meus sentidos pêsames à viúva Srª D. Ofélia, e à sua família", começou por escrever o conhecido locutor e amigo da família.

"Pai e filho, que tinham exactamente o mesmo nome, reencontram-se agora, passados tantos anos após o trágico acidente que lhe tinha roubado o seu único filho. Será um reencontro, nesse horizonte que se situa na fronteira, para nós ainda invisível, que é o depois da morte. Querido Amigo, que descanse em paz junto do seu querido filho. Que a beleza das músicas do Carlos Paião vos envolva no abraço de amor, que tão brutalmente tinha sido interrompido, há já tantos anos. Todo o meu respeito Sr. Paião. Toda a minha saudade querido Carlos. Vosso amigo de sempre, António Sala", acrescentou.

Natural de Ílhavo, Carlos Paião morou a maior parte da sua vida em S. Domingos de Rana, em Cascais, e trabalhou como capitão da Marinha Marcante até à reforma, aos 50 anos. Os seus últimos dois anos e meio foram passados num lar em Aveiro.

O filho, Carlos Paião, nasceu em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Cascais. Primo de Manuel Paião, autor de sucessos como 'Ó tempo volta p’ra trás', desde muito cedo demonstrou a sua veia artística, compondo canções para vários artistas, de Herman José a Amália Rodrigues.

Em 1980 trocou, definitivamente, o curso de Medicina, que frequentava em Lisboa, pela carreira musical. E logo no ano seguinte venceu o Festival RTP da Canção com 'Playback'. 'Cinderela', 'Pó de arroz', 'Vinho do Porto', 'Marcha de Pião das Nicas', 'Souvenir de Portugal', 'Eu não sou poeta', 'Versos de Amor' e 'Lá longe Senhora' são outros dos seus temas mais conhecidos.

O cantor viria a morrer a 26 de agosto de 1988 (no dia a seguir ao grande incêndio do Chiado), aos 30 anos, num acidente de viação quando se dirigia para as Festas em Honra de S. Ginésio, em Penalva do Castelo, onde iria atuar. 

A 17 de setembro de 2020, o então Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa condecorou a título póstumo Carlos Paião com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique. As insígnias foram entregues aos pais do músico, Carlos e Ofélia.

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