Crítica de cinema: Jogo da Alta Roda

Fique com a crítica de Pedro Marta Santos ao novo filme de Aaron Sorkin

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Crítica de cinema: Jogo da Alta Roda
Pedro Marta Santos 08 de janeiro de 2018

O "tratamento Sorkin" é simples mas inimitável: diálogos fulminantes, de aguda inteligência, trocados com o gosto e a velocidade de campeões tenistas num court, personagens com um sentido de grandeza que as sublima tanto como as limita, um subtexto emocional ligado à carência afectiva e aos mecanismos do poder, liberalismo ideológico a rodos e uma enorme nostalgia pelos princípios da narrativa clássica de Hollywood. Rei e senhor de um idealismo televisivo (Os Homens do Presidente, The Newsroom), os defeitos nos seus guiões para cinema residem numa certa incapacidade para resolver visualmente problemas da intriga, na tendência para insistir numa falha definidora do protagonista (os problemas com as mulheres de Mark Zuckerberg em A Rede Social, os pecados da paternidade de Steve Jobs) e numa considerável misoginia.

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