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Concurso de fotografia da SÁBADO: as regras, o júri e a vontade de encontrar "imagens com alma"

Com prémios para finalistas e vencedores, o concurso Fotografar é uma Viagem desafia os leitores a partilharem as suas melhores fotografias. As inscrições estão abertas.

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"Futebol de Rua", fotografia de Filipe Almeida, foi a imagem vencedora da categoria "Desporto" na edição anterior do concurso
"Futebol de Rua", fotografia de Filipe Almeida, foi a imagem vencedora da categoria "Desporto" na edição anterior do concurso Filipe Almeida

É um regresso esperado, depois de uma primeira edição de sucesso, com mais de 1.700 imagens submetidas a concurso: o Fotografar é uma Viagem, iniciativa de fotografia criada pela revista SÁBADO, está de volta, com o intuito de continuar a “celebrar a cultura visual” e “dar um palco ao talento dos seus leitores”.

Dirigido a todas as pessoas com 18 anos ou mais que não sejam profissionais de fotografia, o concurso volta a procurar imagens capazes de surpreender pela originalidade, sensibilidade estética e força das histórias que conseguem transmitir”.

A fase de inscrições está aberta. Até 19 de setembro, os leitores são desafiados a concorrer - através do site oficial do concurso (concursodefotografia.com) - às categorias temáticas desta segunda edição. A saber: Vida Quotidiana (fotografias sobre “momentos que compõem o dia a dia”), Retrato (“capturar a natureza e a personalidade dos indivíduos”), Desporto (“a essência do espírito desportivo”), Natureza e Paisagem (“a beleza e a grandiosidade do mundo natural), Preto & Branco (“explorar o contraste entre luz e sombra”), Comida & Sabores (procuram-se “imagens que criam uma história visual sobre a preparação, o sabor ou o ambiente ligado ao prato) e Macro (“o mundo fotografado ao detalhe”).

As imagens podem ser captadas com “uma máquina fotográfica, um smartphone ou um tablet”, lê-se no site do concurso, e o conceito gira em torno da ideia de que cada imagem pode representar “um percurso, um gesto de observação e de escolha, uma aproximação ao mundo e às pessoas” que também acontece nas viagens.

Depois da submissão de fotografias, o júri desta edição, formado pelo fotógrafo Daryan Dornelles, pela diretora executiva da SÁBADO, Maria Henrique Espada, e pelo repórter da SÁBADO e da SÁBADO Viajante Ricardo Santos, irá, a partir de 14 de outubro, escolher os 21 finalistas - as três melhores imagens candidatas a cada categorias - e posteriormente os vencedores.

A partir de 19 de outubro, serão os leitores a votar, escolhendo a fotografia que vai vencer o Prémio do Leitor, de entre as pré-selecionadas pela júri. Os vencedores serão anunciados em novembro.

Falta referir os prémios. Os vencedores de cada categoria serão premiados com um voucher no valor de €300 em compras e uma assinatura anual, nas versões papel e digital, da revista SÁBADO (que tem um custo estimado habitual de €228,90). Os restantes finalistas terão direito a uma assinatura anual da SÁBADO em digital (valor estimado: €69,99).

Um ofício que se “democratizou”

O interesse dos leitores na primeira edição foi “extraordinário, mais até do que esperávamos”, partilha a diretora executiva da revista, Maria Henrique Espada. “Fazia todo o sentido repetir a iniciativa. E o impacto mostra que tínhamos razão, porque nas primeiras semanas o número de fotografias submetidas a concurso superou de imediato o da edição anterior”, revela ainda.

Defendendo que “a valorização da fotografia é mais determinante numa revista” como a SÁBADO “do que em qualquer outro meio impresso”, Maria Henrique Espada aponta: “Não sou fotógrafa profissional, não olho para uma foto com o mesmo olhar de um fotógrafo” como Daryan Ornelles, também membro do júri. “O Ricardo Santos, especializado em Viagens, tem também uma forma muito particular de avaliar uma fotografia” e pode ser a “complementaridade” de experiências dos membros do júri a fazer a diferença na qualidade dos vencedores.

A diretora executiva da SÁBADO lembra ainda que existe um “nível de apuro técnico” que “antes só estava acessível a profissionais” e hoje “anda no bolso de muita gente, mesmo de muita, muita gente”, o que é “francamente positivo” porque democratizou o ato de fotografar. “Não exclui o talento, que vai para além da técnica, nem o profissionalismo, mas permite que quem tem talento (mesmo que modesto) não fique retido pelas questões técnicas. E isso fez explodir o mundo da fotografia” nos últimos anos, aponta.

A diretora executiva da SÁBADO Maria Henrique Espada integra o júri
O repórter da SÁBADO e SÁBADO Viajante Ricardo Santos, especializado em jornalismo de viagens, é outro dos jurados
O fotógrafo brasileiro Daryan Ornelles completa o trio que compõem o júri
Maria Henrique Espada
Ricardo Santos
Daryan Ornelles

Os jurados vão assim procurar talentos que consigam “captar uma imagem criativa, diferente, impactante, ou simplesmente bonita, que faz alguém ficar com o olhar preso numa fotografia”. Os “mínimos técnicos” serão exigíveis, naturalmente, mas as fotografias distinguidas terão também de ter “alma”.

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