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"Oasis: Don't Look Back in Anger" faz chorar. O que dizem as primeiras críticas ao documentário?

Está quase a estrear o documentário "Oasis: Don't Look Back in Anger", que acompanha a digressão de 2025 da lendária banda britânica. E que registou o regresso aos palcos dos outrora desavindos irmãos Gallagher.

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Oasis: Don't Look Back in Anger
Oasis: Don't Look Back in Anger Simon Emmett

O novo documentário Oasis: Don't Look Back in Anger resgata o nome de um dos mais populares temas dos Oasis, saído do segundo álbum da banda, (What's the Story) Morning Glory?, que os catapultou para a fama planetária, em 1995. Após uma série de desavenças, processos e pedidos de desculpa, os irmãos Liam e Noel Gallagher fizeram as pazes e reescreveram a história do fim da banda através da digressão Oasis Live '25. Agora, essa história está reunida num documentário que dá acesso aos bastidores da reunião.

As mais recentes músicas da banda, que chegou a ser comparada aos compatriotas The Beatles, viram a luz do dia em 2008 e depois disso deu-se uma espécie de supernova das duas estrelas do rock n’roll. Precisamente 30 anos depois de (What's the Story) Morning Glory?, os irmãos Liam e Noel Gallagher decidiram mesmo não olhar com raiva para o passado e juntaram-se para um dos grandes eventos musicais de 2025 e, possivelmente, da última década. Talvez do século.

A digressão mundial não passou por Portugal. Também não houve projeções antecipadas para a imprensa portuguesa do documentário que por cá estreia a 10 de setembro antes de ir parar ao streaming do Disney+. Que críticas e reações têm sido publicadas pela imprensa internacional?

"Chorei durante metade do documentário"

Com argumento de Steven Knight - criador de Peaky Blinders e o homem que está a escrever o próximo James Bond - o documentário revela os ensaios, bastidores, palco e as primeiras entrevistas conjuntas com Noel e Liam em mais de 20 anos, além de explorar " o profundo impacto emocional deste fenomenal momento cultural global e o que a sua música significa para o público e para as gerações em todo o mundo", conta o comunicado enviado à imprensa. Já a imprensa especializada parece ter ficado emocionada.

O documentário passou pelo Festival de Veneza e Nate Jones, da , recolheu notícias de lágrimas vertidas num grupo de WhatsApp por alguns dos camaradas presentes numa sessão de imprensa de 5 de setembro. "Pode ter sido apenas aquele momento do festival, mas os Oasis fizeram-me chorar", escreveu um. "Sim, comigo foi igual", respondeu outro. "Chorei durante metade do documentário", confirmou uma terceira pessoa. No dia seguinte, Nate Jones entrou noutra sessão do filme. "Chorei ao fim de pouco mais de uma hora", confessa, apesar de nunca ter sido um grande fã dos Oasis. Na sua opinião, o documentário, que descreve como "propaganda aos Oasis", funciona ao reproduzir o mesmo efeito emocional da música da banda: passa por cima das análises racionais e liga-se diretamente às experiências pessoais dos fãs, cujos testemunhos se tornam particularmente comoventes, a par da reconciliação dos irmãos Gallagher.

Na sua análise crítica, Gemma Peplow, da , escreve que o filme prefere concentrar-se na música, nos fãs e no ambiente de celebração em torno da digressão, deixando de lado temas potencialmente mais controversos, como os preços elevados dos bilhetes ou as razões que levaram à reconciliação. Ainda assim, elogia a forma como o documentário capta a "alegria coletiva" e a emoção gerada pelo regresso dos Oasis.

Para Peplow, Oasis: Don't Look Back in Anger vale sobretudo como o retrato da reconciliação entre Liam e Noel Gallagher, acompanhando a evolução da relação entre os irmãos ao longo da digressão de reunião, mostrando como a distância inicial dá lugar a uma amizade aparentemente genuína. No entanto, a jornalista destaca que o documentário evita explicar como aconteceu a reconciliação. "O que Don't Look Back in Anger não faz é responder à questão de como se chegou aqui", escreve, observando que os detalhes do processo de paz entre Liam e Noel permanecem fora de câmara.

Nas palavras dos realizadores Dylan Southern e Will Lovelace (Shut Up and Play the Hits - O Fim dos LCD Soundsystem), e em linha com as críticas, "a verdadeira escala do filme é a sua inesperada emoção", lê-se numa declaração conjunta publicada pelo Festival de Veneza, onde foi exibido fora de competição. "Oasis: Don’t Look Back in Anger é, no fim das contas, como o próprio título sugere, um filme sobre perdão e aceitação, e esperamos que seja um que toque as pessoas nos tempos que vivemos".

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