Com 16 nomeações, anunciadas esta quinta-feira, o filme de Ryan Coogler torna-se o mais nomeado de sempre nos Óscares. Segue-se "Batalha Atrás de Batalha", candidato a 13 estatuetas.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou esta quinta-feira os nomeados para a 98.ª edição dos Óscares, cerimónia que decorrerá no domingo, 15 de março de 2026, em Los Angeles. O anúncio trouxe um marco histórico: Pecadores, de Ryan Coogler, tornou-se no filme mais nomeado de sempre, com 16 indicações — ultrapassando recordes que duravam há décadas — seguido de perto por Batalha Atrás de Batalha, com 13 nomeações.
Estes números destacam dois títulos que dominaram tanto a corrida aos prémios como a conversa crítica da temporada, sinalizando confrontos intensos nas principais categorias dos prémios de Hollywood – de melhor filme a melhor realização, interpretação e argumento.
Entre os filmes mais destacados e os que surgem com nomeações pontuais, o retrato que emerge é o de um ano cinematográfico marcado pela diversidade de linguagens, géneros e ambições. A Netflix totalizou 16 nomeações, enquanto que a Neon, produtora independente, de menor dimensão, responsável por filmes como Valor Sentimental e O Agente Secreto, acumulou 18 nomeações.
Os estúdios Warner Bros, que em dezembro de 2025 estiveram perto de ser adquiridos pela Netflix – num negócio ainda a decorrer – conseguiram 30 nomeações (à boleia dos destacados Pecadores e Batalha Atrás de Batalha).
O humorista Conan O' Brian será o apresentador da cerimónia. Daniel Brooks e Lewis Pullman foram os escolhidos para anunciar, às 13h30 de Portugal continental, os nomeados da 98.ª edição, na qual será atribuído o Óscar na categoria de Casting – a primeira adição aos prémios em 25 anos.
Nas categorias principais, a corrida apresenta-se especialmente competitiva. A lista de nomeados para Melhor Filme reflete um equilíbrio entre produções de grande visibilidade internacional e obras de perfil mais autoral, muitas delas impulsionadas por percursos sólidos em festivais e prémios da crítica. A Academia parece, uma vez mais, tentar conciliar consenso industrial e afirmação artística.
Também nas categorias de interpretação se desenha um cenário fragmentado e aberto. Candidatos como Michael B. Jordan (Pecadores), Leonardo DiCaprio (Batalha Atrás de Batalha), Timothée Chalamet (Marty Supreme), Ethan Hawke (Blue Moon) e Wagner Moura (O Agente Secreto) trazem à conversa um leque amplo de personagens e intensidades dramáticas.
Já em Melhor Atriz, a lista inclui Jessie Buckley (Hamnet), Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You), Kate Hudson (Song Sung Blue), Renate Reinsve (Valor Sentimental) e Emma Stone (Bugonia), nomes que foram amplamente destacados pela crítica internacional ao longo da última temporada cinematográfica.
Atrás das câmaras, os nomeados confirmam tendências que se vinham a consolidar. Realizadores consagrados regressam à lista, lado a lado com novos nomes que conquistaram espaço através de propostas mais arriscadas. A Academia reconheceu nomes como Ryan Coogler, Paul Thomas Anderson, Chloé Zhao (Hamnet), Josh Safdie (Marty Supreme) e Joachim Trier (Valor Sentimental), sinalizando uma diversidade de linguagens e abordagens estéticas.
Com estas nomeações, fica oficialmente traçado o mapa da corrida aos Óscares em 2026. Até à cerimónia, marcada para 15 de março, os filmes agora destacados passam a ocupar o centro da conversa global sobre cinema.
Melhor Filme
Melhor Realizador
Melhor Ator
Melhor Atriz
Melhor Ator Secundário
Melhor Atriz Secundária
Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Argumento Original
Melhor Argumento Adaptado
Melhor Filme de Animação
Melhor Documentário
Melhor Montagem
Melhor Casting
Melhor Banda Sonora Original
Melhor Canção Original
Melhor Som
Melhores Efeitos Visuais
Melhor Design de Produção
Melhor Guarda-roupa
Melhor Curta-metragem em live action
Melhor Curta-metragem de animação
Melhor Curta-metragem documental