Entrevista

“Os antivacinas acham que sabem mais do que sabem”

“Os antivacinas acham que sabem mais do que sabem”
Vanda Marques 29 de março
Biografia Nome:

Joana Gonçalves de Sá

Cargo:

Professora no Instituto Superior Técnico

Nascimento:

42 anos

Joana Gonçalves de Sá quer saber como se espalham as fake news e se há pessoas mais suscetíveis a elas.

Se lhe disséssemos que é possível prever se uma pessoa vai ter depressão daqui a seis meses, apenas pelos dados das redes sociais, acreditaria? Joana Gonçalves de Sá explica que esta descoberta tem tanto de útil como de perigoso, por isso abandonou esse caminho de investigação. Defende que a regulação e a conduta ética são essenciais na big data.

A investigadora, formada em Física, com um doutoramento em Biologia Molecular, descobriu a análise do comportamento humano como matéria de estudo enquanto estava em Boston, nos EUA, a terminar o doutoramento. Pouco depois da crise de 2008, enquanto fazia voluntariado, sentiu que "o que estava a fazer não era relevante". Interessou-se por economia comportamental, numa altura em que surgiu o boom dos dados da Internet. "Comecei a fazer análises  de Epidemiologia Digital e a tentar responder à pergunta: como funciona o comportamento humano?"

Em 2019, começou um projeto em que as fake news são a ferramenta para perceber como tomamos decisões. Com uma bolsa de 1,5 milhões de euros, válida por cinco anos, do Conselho Europeu de Investigação, a sua equipa estuda se há pessoas com uma predisposição para a desinformação.

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