Sábado – Pense por si

Dmitry Shelepenko: “As cirurgias genitais são muito exigentes e podem implicar várias intervenções ao longo do tempo”

Tornou-se no primeiro objetor de consciência de cirurgias de redesignação sexual, na unidade em que exerce, no centro hospitalar de Coimbra, a única do País dedicada a este procedimento. Em sete anos, nunca se arrependeu.

Sempre quis ser médico e salvar vidas e foi através da vertente reconstrutiva que Dmitry Shelepenko chegou à Cirurgia Plástica, atraído pela possibilidade de trabalhar em áreas como o trauma, os queimados e a oncologia. Fez a especialização no Serviço de Cirurgia Plástica da atual ULS de Coimbra, onde funciona, desde 2011, a Unidade de Reconstrução Genito-Urinária e Sexual (URGUS), referência nacional nas cirurgias de redesignação de sexo. Desde cedo Dmitry Shelepenko optou por não participar nestes procedimentos e formalizou a objeção de consciência, tornando-se o primeiro médico da unidade a fazê-lo. Hoje, aos 33 anos, o médico português de origem russa mantém a posição que assumiu há sete anos, admitindo conhecer outros profissionais que partilham reservas semelhantes, embora prefiram não as manifestar publicamente.

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