Sábado – Pense por si

Cátia Batista: "As mulheres escolhem as áreas no mercado que pagam menos"

Defende um tipo de estudo de proximidade que provoque modificações reais na vida das populações. Agora que subirá mais um degrau na sua carreira académica, na Nova SBE, a economista imprimirá um cunho mais feminino à investigação, nem que seja enquanto exemplo para outras mulheres batalharem por chegarem mais longe num mundo ainda dominado pelos homens

Está a estrear-se na função de vice-diretora para a investigação, encarando-a como um desafio, claro, mas sem pensar em desviar-se um milímetro que seja do caminho do seu antecessor, a não ser pelo olhar feminino. O seu principal foco, neste cargo, assim como no dia-a-dia académico, é o de produzir conhecimento e publicá-lo nas mais prestigiadas revistas científicas, sem descurar da comunicação de ciência. A escola Nova SBE ensinou-a a olhar para os estudos pelo impacto, medindo o seu contributo para mudar políticas públicas em prol do bem-estar das populações. Isso tornou-se por demais evidente no centro de investigação que criou, o Nova África, que já atingiu a mais de um milhão de pessoas, em 15 anos de atividade. Cátia Batista, 51 anos, licenciou-se na Católica e doutorou-se em Economia na Universidade de Chicago, tendo passado também por Oxford. As áreas de investigação que mais a entusiasmam são a migração internacional e fluxos de remessas, inclusão financeira, empreendedorismo, adoção de tecnologia, educação e avaliação de políticas, como veremos na entrevista que se segue.

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