Entrevista
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Andrei Kurkov: “Quero que Putin vá para o inferno”

Andrei Kurkov: “Quero que Putin vá para o inferno”
João Carlos Barradas 15 de outubro de 2022

Andrei Kurkov nasceu na Rússia mas vive na Ucrânia desde criança. Os seus livros são proibidos em Moscovo. O autor espera que, com o apoio internacional da UE e dos EUA, Kiev vença esta guerra.

"Às 5h da manhã eu e a minha mulher acordámos com as explosões. Era muito difícil acreditar que a guerra tivesse começado. Quer dizer, era óbvio que sim, mas nem queria acreditar.” A madrugada de 24 de fevereiro abre o diário de uma invasão de Andrei Kurkov e, desde então, a guerra apossou-se do mais destacado dos escritores russos da Ucrânia. “É uma guerra total pela sobrevivência da Ucrânia”, diz Kurkov de passagem por Lisboa, numa das últimas escalas de um incessante vaivém. Filho de russos radicados em Kiev, Kurkov levou uma vida tumultuosa nos derradeiros anos do sovietismo: estudou japonês, cumpriu serviço militar como guarda prisional, foi jornalista, escreveu guiões de cinema.

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