Entrevista
Entrevista

Shannon Lee: “Descobri que Bruce Lee, o meu pai, era um poeta”

Shannon Lee: “Descobri que Bruce Lee, o meu pai, era um poeta”
Vanda Marques 20 de julho
Biografia Nome:

Shannon Lee

Cargo:

Atriz e autora do livro Sê Água, Meu Amigo (editora Nascente)

Nascimento:

19 de abril de 1969 (52 anos)

Nacionalidade:

Norte-americana

Quando perdeu o irmão, o ator Brandon Lee, vítima de um tiro no filme O Corvo, encontrou consolo nas palavras do pai: Bruce Lee. A ex-atriz mostra-nos que o mestre de artes marciais era um filósofo.

Foi o primeiro ator chinês em Hollywood. Os seus filmes foram um enorme sucesso de bilheteira e mudaram as artes marciais, mas Bruce Lee tinha outros recordes: conseguia fazer 1.500 flexões sem parar, 400 só com uma mão e 200 com apenas dois dedos. Tem, ainda, o recorde do mundo de elevar um saco de boxe de 135 kg com um pontapé. Os seus movimentos eram tão rápidos que obrigavam a reduzir a velocidade da gravação dos filmes – é que, num segundo, Lee conseguia dar nove socos; e com um murro projetava um homem de 75 quilos por 6 metros.

Engana-se quem pensa que Bruce Lee, que nasceu em 1940 em São Francisco, nos Estados Unidos, era apenas um mestre de artes marciais. Também era um filósofo. É por isso que a filha, Shannon Lee, decidiu reunir os pensamentos do pai num livro com título inspirado na famosa frase que Lee disse numa entrevista: “Sê água, meu amigo.” Que quer isto dizer? O ator – que viria a morrer em 1973, com apenas 32 anos, vítima de um edema cerebral – explicou tudo numa entrevista televisiva, disponível no YouTube e que tem 5 milhões de visualizações: “Esvazia a tua mente. Não tenhas forma, tal como a água. Colocas a água dentro uma chávena e ela torna-se a chávena. Pões água numa garrafa, ela torna-se a garrafa. A água pode fluir ou chocar e derrubar, sê água, meu amigo.”

O génio que criou o estilo jeet kune do viu o seu nome envolvido numa polémica quando o realizador Quentin Tarantino o retratou como arrogante e convencido. Shannon acusa o realizador de Era uma vez... em Hollywood de ser tão preconceituoso como o mundo do cinema foi para Bruce nos anos 60.

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