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Petróleo com maior queda desde outubro após EUA porem em "pausa" ataque ao Irão

Negócios 15 de janeiro de 2026 às 13:06

As cotações do "ouro negro" estão a recuar 3,3%, isto depois de os EUA terem sinalizado que vão adiar uma ação militar em Teerão.

Foi uma reviravolta para quem já tinha as apostas feitas. Os preços do petróleo estão a cair mais de 3%, a maior queda desde outubro, numa reação dos investidores ao aparente alívio de tensões entre os EUA e o Irão. 
Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias
Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano disse ter recebido garantias de que Teerão iria parar de matar os manifestantes que protestam nas ruas do país contra o regime de Ali Khamenei. “Fomos informados de que os assassinatos no Irão estão a parar - pararam”, afirmou o republicano aos jornalistas esta quarta-feira, na Sala Oval, dizendo ainda que ficaria “muito chateado” se a repressão continuasse na região. Questionado sobre se a ação militar estava fora dos planos, Trump disse que iria “observar” e “ver qual é o processo” a seguir. Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência para o mercado norte-americano, tomba 3,37% para 59,91 dólares por barril. Já o barril de Brent, "benchmark" para a Europa, derrapa 3,34% para 64,30 dólares, isto depois de ter acumulado uma valorização de 11% na última semana. Ora, com uma menor probabilidade de ofensiva norte-americana no país, há também menor probabilidade de a produção de crude iraniano ser interrompida e que as rotas de navegação do "ouro negro" sejam afetadas. "Os acontecimentos no Irão, que foram grande parte da força motriz por trás da recente subida, tomaram um rumo muito menos preocupante durante a noite", disse John Evans, analista da corretora PVM, à Bloomberg. "A escalada do prémio de risco foi perdida", acrescentou. O Irão é membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e um dos dez maiores produtores da matéria-prima. As estimativas apontam para uma produção entre os três e os quatro milhões de barris por dia, colocando o mercado petrolífero na mira dos americanos - que já afirmaram que seria um "prazer" ser um parceiro comercial neste negócio, caso o regime caísse.  É uma mudança de tom da parte do Presidente dos EUA, mas o adiamento pode ser apenas temporário. Houve uma série de acontecimentos nas primeiras horas de quarta-feira que indicaram que os ataques estavam iminentes. O Irão fechou brevemente o seu espaço aéreo, isto depois de a Casa Branca ter dito às tropas americanas para abandonarem as bases aéreas no Médio Oriente. Horas antes, Trump apelou a que os protestos continuassem e, caso o número de mortes aumentasse, os EUA iriam "agir em conformidade". As ameaças de ataques aumentaram "as preocupações com o abastecimento global de petróleo, uma vez que um conflito militar entre o Irão e os Estados Unidos poderia perturbar o fluxo de crude a partir de uma das principais áreas produtoras do mundo", disse Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, numa nota a que o Negócios teve acesso.  O mesmo analista considera ainda que a atual correção dos preços pode "prolongar-se à medida que o risco de um ataque ao Irão continue a diminuir". 
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