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Motoristas pedem nova reunião para tentar evitar greve

01 de agosto de 2019 às 08:15

Vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas diz que motoristas estão "sempre dispostos a negociar".

O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas deMatérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, afirmou na quarta-feira à noite que pediu "uma nova reunião ao ministério das Infraestruturas para tentar um acordo e assim evitar a greve" dos motoristas.

Em declarações àRTP3, no programaGrande Entrevista, Pedro Pardal Henriques explicou que "a reunião foi informalmente aceite pelo Ministério das Infraestruturas" e deverá realizar-se na próxima segunda-feira, dia 5 de agosto.

"Há sempre a hipótese de a greve ser desconvocada, estamos sempre dispostos a negociar", garantiu Pedro Pardal Henriques, que também é advogado.

A greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que começa em 12 de agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

O Governo terá de fixar os serviços mínimos para a greve, depois das propostas dos sindicatos e da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, considerou que "todos" devem estar preparados para os "transtornos" da greve dos motoristas de mercadorias, enquanto o responsável pela tutela das Infraestruturas,Pedro Nuno Santos, assegurou que o Governo está "a trabalhar" naquela questão e que os serviços mínimos "serão numa dimensão muito satisfatória".

A greve do SNMMP iniciada em 15 de abril levou à falta de combustíveis em vários postos de abastecimento em todo o país, tendo o Governo acabado por decretar uma requisição civil e convidar as partes a sentarem-se à mesa das negociações.

O SIMM já veio dizer que as consequências desta greve serão mais graves do que as sentidas em abril, já que, além dos combustíveis, vai afetar o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e aos serviços, podendo "faltar alimentos e outros bens nos supermercados".

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