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João Koehler em negociações para entrar no jornal Eco

Diogo Barreto , Marco Alves 14 de fevereiro de 2025 às 19:03

Apoiante de Pinto da Costa, através do fundo Quadrantis Capital, deverá ser o novo acionista do jornal. António Costa, diretor do Eco, confirma negociações e diz que está em causa um aumento de capital de €500 mil.

A Swipe News, empresa que detém o Eco, está a fazer um aumento de capital de 500 mil euros, confirmou à SÁBADO António Costa, diretor do jornal. Entre os potenciais parceiros de negócio está João Koehler,integrante nas listas de Pinto da Costa nas últimas eleições no clube. 

Em declarações à SÁBADO, o diretor do Eco explica que o negócio ainda não está fechado, mas confirma estar a sondar a entrada de João Koehler, através do fundo Quadrantis, no capital do jornal. "Estamos a concluir as negociações e a Quadrantis não é o único fundo com quem estou a negociar, mas é um deles. É de facto um fundo com o qual estou a conferenciar para entrar com capital, mas é um trabalho de mercado que envolve outras empresas e fundos. Posso dizer que há outros dois fundos, um com mais força do que o outro, que estão a ser sondados para este aumento de capital, que será até 500 mil euros e podem até vir a entrar investidores privados. Não quer dizer que vá entrar meio milhão, pode até ser 450 mil euros, mas mais que 500 mil não será", explica o diretor editorial do jornal económico.

António Costa diz ainda que com a injeção de capital associada, os possíveis 500 mil euros, passará de ser o maior acionista do jornal para ser o acionista maioritário, ou seja, detentor de mais de metade do capital da empresa. "Eu neste momento tenho 39% do capital do Eco, sendo o sócio com maior capital e isso não vai mudar. Vou continuar sócio maioritário através da Narrativas & Equações e serei sempre o representante dela na Swipe News. Quem entrar na Narrativas & Equações tem de saber que eu não abdico de ter 51% do capital".

Em resumo, António Costa detém hoje (juntamente com as três filhas) 100% do capital da Narrativas & Equações (com um capital social de €15.000). Vai vender cerca de 49% desse capital ao novo investidor, mantendo para si a maioria (aproximadamente 51%). A Narrativas & Equações passará, por sua vez, de 39% para 52% no capital social da Swipe News (que detem o jornal) através da injeção de capital feito por esse novo investidor. 

O jornalista diz que "o objetivo é conseguir fazer a empresa crescer e fazermos melhor jornalismo, mas os acionistas que entrarem são confrontados com o estatuto editorial do ECO e se não concordarem com ele, não podem entrar". "A maior parte dos nossos investidores são privados que querem entrar no capital do jornal, não são fundos. Meter dinheiro em media não é óbvio", acrescenta. "Entrar um investidor privado é diferente de entrar um fundo porque o objetivo do fundo é conseguir retorno, investindo no negócio para o consolidar e vender quando achar melhor enquanto um investidor como o Mário Ferreira, o Luís Amaral e outros, têm um horizonte de permanência mais longo. Têm uma relação de compromisso diferente, mais duradouro".

Avança ainda que o Eco fechou o ano no "limiar do equilíbrio operacional" e este aumento de capital "é um voto de confiança no crescimento do Eco". "Precisamos que seja bom, sem segundas e terceiras agendas. Sempre tivemos investidores particulares, a entrada de um fundo traz outro tipo de responsabilidade e exigência, e apesar de não ter uma cara por trás, têm de concordar com os estatutos do jornal. Se não concordarem, não vale a pena investirem no Eco. Mais uma ou duas semanas e o processo ficará concluído".

João Koehler não respondeu à SÁBADO.

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