Secções
Entrar

Governo não vai exigir documentos para subsídio de mobilidade, garante Sarmento

Negócios 07 de janeiro de 2026 às 12:29

O Governo alterou os critérios de elegibilidade do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) para que o apoio só seja pago a quem não tenha dívidas à Segurança Social e Autoridade Tributária. A obrigatoriedade causou várias críticas, mas ministro das Finanças diz que não vai pedir documentos.

O ministro das Finanças assegurou nesta quarta-feira, 7 de janeiro, que o Governo "não vai exigir a entrega de nenhum documento" que comprove a inexistência de dívidas ao Fisco, uma questão que levantou dúvidas ao Presidente da República e críticas do presidente regional da Madeira, que considera que o diploma é inconstitucional. 
Ministro Sarmento aborda critérios do Subsídio Social de Mobilidade António Pedro Santos / Lusa - EPA
Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta segunda-feira, 5 de janeiro, o diploma que cria o novo regime de subsídio social de mobilidade para a Madeira e os Açores, "não obstante as dúvidas sobre a nova obrigatoriedade de ausência de dívidas ao Fisco e à Segurança Social, incluindo a obrigatoriedade, se necessário, de o cidadão ter de entregar um documento comprovativo da situação contributiva – matéria que é, ou deveria ser, por força da legislação vigente, do conhecimento do Estado", lê-se na O tema foi trazido ao Parlamento, onde o ministro das Finanças está a ser ouvido nesta quarta-feira, pelo deputado do PSD Hugo Carneiro. Em resposta, Joaquim Miranda Sarmento assegurou que o Governo "não vai exigir a entrega de nenhum documento".  "A plataforma vai comunicar automaticamente com a Autoridade Tributária e a Segurança Social e aferir se tem ou não a situação contributiva regularizada", acrescentou o ministro das Finanças.  O (SSM) para que só seja pago a quem não tenha dívidas à Segurança Social e Autoridade Tributária. A obrigatoriedade causou várias críticas, nomeadamente do presidente do Governo regional da Madeira, que diz que vai pedir a inconstitucionalidade do diploma.  "Não há nenhum continental que para viajar num transporte subsidiado [pelo Estado], seja na Carris, CP, Metro, vá entregar de x em x tempo uma declaração de não dívida à Segurança Social ou às Finanças. É um absurdo e, mais importante, é a introdução de uma discriminação inaceitável", disse Miguel Albuquerque nesta terça-feira, .  Recorde-se que o SSM garante passagens aéreas entre a Madeira e o continente (ida e volta) a 79 euros para residentes e 59 euros para estudantes, mas implica o pagamento do bilhete na totalidade, até ao teto máximo de 400 euros, valor que por vezes é ultrapassado pelas companhias, sendo que o reembolso é processado após a viagem (depois da introdução de documentação numa plataforma). No caso dos Açores, o valor máximo pago é de 119 euros para residentes no arquipélago e 89 euros para estudantes, havendo um limite de 600 euros no custo elegível da passagem e sendo também necessário pagar primeiro a totalidade do valor no ato de compra.
Descubra as
Edições do Dia
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui , para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana.
Boas leituras!
Artigos recomendados
As mais lidas
Exclusivo

Operação Influencer. Os segredos escondidos na pen 19

TextoCarlos Rodrigues Lima
FotosCarlos Rodrigues Lima
Dinheiro

Os testamentos de Francisco Pinto Balsemão

TextoAna Taborda
FotosAna Taborda
JUSTIÇA. O QUE ESTÁ NO PROCESSO INFLUENCER

Escutas da Operação Influencer. Sei o que disseste ao telefone durante três anos

TextoCarlos Rodrigues Lima
FotosCarlos Rodrigues Lima