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Banca vê mais procura por crédito pelas PME. E está a baixar spreads

Negócios 03 de fevereiro de 2026 às 13:00

Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito revela manutenção global dos critérios de concessão. Setor antecipa que continue a registar-se procura por financiamento à habitação, mas um crescimento no apetite por parte das empresas.

A banca mantém portas abertas para conceder crédito à economia. Manteve, globalmente, os critérios de concessão às famílias, mas aliviou-os no caso das Pequenas e Médias Empresas (PME) fruto da maior concorrência entre instituições, isto quando a perspetiva é de que estas apresentem um maior apetite por financiamento.
Matthias Balk
Globalmente, os bancos apontam que os critérios de concessão de crédito não sofreram alterações no crédito a particulares e empresas. Mas no caso das PME houve algum alívio: houve uma “ligeira diminuição da taxa de juro praticada e do spread aplicado nos empréstimos de risco médio concedidos a empresas, tanto PME como grandes empresas. No segmento das PME, acresce ainda a ligeira diminuição da restritividade associada ao montante e à maturidade dos empréstimos”. No Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, divulgado pelo Banco de Portugal, explicam que a “concorrência de outras instituições bancárias contribuiu ligeiramente para reduzir a restritividade associada a termos e condições aplicados nos empréstimos a empresas, bem como o spread aplicado nos empréstimos de risco médio”.
Esse contexto levará a que, no crédito a empresas, existam, neste arranque de ano, “critérios de concessão ligeiramente menos restritivos para PME e em empréstimos de curto prazo”, dizem os bancos, isto quando antecipam um “aumento da procura de empréstimos por empresas, sobretudo PME e empréstimos de curto prazo”. No caso das famílias, a perspetiva dos bancos é para que haja também um crescimento da procura por crédito para a compra de casa, mas não muito expressivo, sendo que a tendência recente já é de maior apetite. A banca continuará a financiar, mas tem vindo a ser mais cautelosa. No Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, os bancos apontam para um “ligeiro aumento em ambos os segmentos de crédito”, tanto de habitação como de consumo. No caso dos imóveis, sustenta a perspetiva com o “contributo ligeiro do regime regulamentar e fiscal do mercado da habitação”. Ou seja, a garantia pública para ajudar os jovens a comprarem casa. Este aumento da procura vai encontrar, no entanto, uma banca um pouco mais restritiva na concessão. No “segmento da habitação, as perspetivas do mercado da habitação, incluindo a expetativa de evolução de preços, contribuíram ligeiramente para critérios mais restritivos”, dizem os bancos, mas afastam novos travões. “Sem alterações no crédito a particulares” nos próximos meses, rematam.
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