Entrevista

Ricardo Carvalho: "Os meus colegas queixavam-se de que eu não era muito sociável"

Pedro Ponte 26 de junho

Depois de uma carreira brilhante como jogador, com passagens por FC Porto, Real Madrid, Chelsea ou Mónaco, é atualmente adjunto do treinador André Villas-Boas. Após a saída do clube, em fevereiro, manteve-se em Marselha, pois os filhos andam na escola e "estão adaptados à cidade". Foi de lá que falou com a SÁBADO.

Tem um currículo impressionante: logo no FC Porto, onde deu os primeiros passos, foi campeão europeu e ganhou uma Taça UEFA, três campeonatos, três supertaças e uma Taça de Portugal. Seguiram-se o Chelsea (10 títulos, incluindo três campeonatos e duas Taças de Inglaterra) e o Real Madrid (um campeonato, uma Taça do Rei e uma supertaça), não esquecendo a vitória no Euro 2016 com a seleção portuguesa. Após uma carreira tão rica como futebolista, desde julho de 2019 que é adjunto de André Villas-Boas. Em fevereiro deste ano, a equipa técnica do treinador português deixou o Marselha, devido aos maus resultados, mas Ricardo Carvalho continuou na cidade francesa. Afinal, o filho dele até já joga nos juvenis do clube. 


É adjunto de André Villas-Boas. Tem ambição de ser treinador principal?
Por agora não. Estou bem no papel de adjunto e é assim que quero evoluir, a ajudar o André, neste caso. Sinto-me muito mais preparado do que no início porque apesar de ter passado a vida toda a jogar, ser treinador é diferente.


Ser adjunto também lhe possibilita estar mais tempo com a família.
Sim. Posso dizer que desfrutei muito do papel que desempenhei no Marselha. É o André que manda na equipa técnica e eu tenho as minhas obrigações, no estudo dos adversários e nas bolas paradas, por exemplo. Isso fez com que depois também tivesse mais tempo para a minha família.

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