RB Leipzig: o clube mais odiado da Alemanha

Tiago Carrasco em Leipzig, Alemanha 14 de dezembro de 2016

Já lhes estragaram o relvado e bloquearam o acesso ao estádio. Leia a reportagem da SÁBADO na Alemanha com RB Leipzig que discute a liderança da Liga alemã com o FC Bayern München

Em 2010, os adeptos do Lokomotiv Leipzig destruíram com um químico o relvado recém-semeado do RB Leipzig. Em 2015, os hooligans do Karlsruhe invadiram e vandalizaram o átrio do hotel onde a equipa estava alojada. E os ultras do Dínamo de Dresden atiraram para o campo uma cabeça de touro, ao mesmo tempo que exibiam uma tarja com a mensagem: "Não ao Red Bull".

A equipa que a marca de bebidas energéticas criou em 2009, e que em seis anos chegou à I Divisão alemã, é a mais odiada da Alemanha, muito por culpa dos 300 milhões de euros que a multinacional ali investiu.

"A Red Bull está a matar o futebol", diz Thomas Herfurt, fundador do site Nein zu RB (Não ao Red Bull), que organiza protestos e promove boicotes às partidas do Leipzig. "Nós gostamos de futebol porque sentimos ligação a um bairro, a uma cidade ou a um símbolo. O RB Leipzig não tem essas ligações. É só um instrumento para promover a bebida".

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais