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SPV lança nova plataforma para financiamento de projetos de I&D

20 de julho de 2026 às 15:14

Programa da SPV apoia estudos e projetos de I&D focados na economia circular e gestão de resíduos de embalagens Candidaturas podem ser submetidas por entidades nacionais e internacionais, desde que as atividades de I&D tenham aplicação em Portugal SPV já investiu, através deste programa, mais de 6M€ em 69 projetos de I&D e inovação

A Sociedade Ponto Verde (SPV) reforça o compromisso com a inovação colaborativa com o lançamento de uma dedicada ao seu programa de apoio ao financiamento de estudos e projetos de Investigação & Desenvolvimento (I&D). A iniciativa pretende impulsionar soluções orientadas para o crescimento sustentável, a economia circular e a produção de conhecimento no âmbito das embalagens e resíduos de embalagens. Através deste programa, a SPV já investiu mais de 6 milhões de euros em 69 projetos de I&D e inovação.

Nova plataforma de financiamento de I&D da SPV já disponível 1

Podem candidatar-se empreendedores individuais, empresas públicas ou privadas (incluindo startups), universidades, instituições do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN), associações e ONG. As entidades podem estar sedeadas fora de Portugal, desde que os estudos e projetos de I&D tenham aplicação em território nacional. As atividades de I&D devem abranger áreas como o ecodesign ou a análise de ciclo de vida de embalagens, o desenvolvimento e teste de novas embalagens e materiais alternativos, novos modelos de negócio e novas soluções de reciclagem de embalagens, que garantam uma produção mais circular e a incorporação de materiais reciclados.

Além do co-financiamento, os proponentes dos projetos beneficiam de apoio técnico especializado por parte da SPV, bem como da possibilidade de integração no ecossistema de inovação da SPV, reforçando-se parcerias e oportunidades de escalar soluções.

A nova plataforma da SPV introduz uma abordagem mais simples, intuitiva e automatizada ao processo de candidatura, que decorre em contínuo. Entre as principais funcionalidades estão a consulta centralizada de candidaturas e projetos, o acesso partilhado por vários utilizadores ao mesmo projeto e uma comunicação mais próxima com a equipa da SPV através da própria plataforma, que está disponível em português e, brevemente, inglês.

Com este programa, a SPV pretende potenciar o conhecimento técnico-científico, estimular a cooperação entre organizações do ecossistema das embalagens e resíduos de embalagens, fomentar a inovação colaborativa e o empreendedorismo, incentivar o desenvolvimento de novos modelos de negócio, produtos e serviços de valor acrescentado, e promover a divulgação dos resultados alcançados.

Sendo a inovação um dos principais eixos estratégicos de atuação da SPV, o seu contributo em 30 anos de atividade (desde 1996), traduz-se num investimento acumulado de 19.4 milhões de euros para apoio a mais de 120 estudos e projetos de I&D, com o envolvimento de mais de 150 entidades. Para a SPV é fundamental que todo o investimento realizado se transforme em resultados concretos e mensuráveis, contribuindo para melhorar o desempenho do sistema, o que ganha ainda mais relevância no atual contexto de metas ambientais cada vez mais exigentes, nomeadamente no que diz respeito à reciclagem de embalagens: em 2026, o País deve garantir a recolha seletiva de 65% de todas as embalagens colocadas no mercado.

Para Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde: “Atuar desde o momento em que se pensam as embalagens, de forma a diminuir a geração de resíduos, até à sua valorização em fim de vida, após a recolha dos ecopontos, exige inovação contínua e colaboração entre diferentes entidades deste ecossistema. Este é, no nosso entendimento, o caminho que deve continuar a ser feito para se encontrarem as melhores soluções que ajudem o País a cumprir as metas de reciclagem de embalagens.”

“É por acreditarmos neste esforço coletivo que a SPV mantém o seu investimento neste programa. Estamos certos de que a nova plataforma representa um importante avanço na simplificação e otimização dos processos, tornando-os mais acessíveis e permitindo atrair e apoiar um maior número de projetos que contribuam de forma concreta para a concretização dos objetivos definidos”, conclui.

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