Quem anda a
descobrir São Miguel tem de “dar um pulo” à Gorreana para conhecer a fábrica e
a plantação de chá mais antiga da Europa, ativa desde 1883. A experiência é
ainda mais rica se for durante a época da apanha, que começou em abril e vai
até outubro, visto que os visitantes podem acompanhar todo o processo de
produção do chá — da colheita ao empacotamento. Além de ficar a conhecer todo o
processo, os visitantes têm ainda os bónus da “paisagem envolvente, da ligação
ao património açoriano e da possibilidade de provar um chá distinto pelo seu
sabor e singularidade, que tornam a visita memorável e diferenciadora”, explica
Martinho Coelho, responsável das Plantações de Chá Gorreana.
Mas que
decisões-chave permitiram à Gorreana preservar o seu legado ao longo de seis
gerações familiares sem perder competitividade num mercado global dominado por
grandes produtores? “A dedicação contínua da família e dos trabalhadores
permitiu manter o saber-fazer tradicional da produção de chá, enquanto a
empresa se adaptou às exigências do mercado global através da modernização de
equipamentos e processos”, responde Martinho Coelho, prosseguindo: “O facto de
produzir um chá único, 100% europeu e biológico permitiu à Gorreana
diferenciar-se. Além disso, o turismo e a forte ligação ao património açoriano
reforçaram a competitividade e a sustentabilidade da marca ao longo do tempo.”
Assente no
turismo, a operação tem crescido e para continuar nesse sentido, os
responsáveis pretendem manter a apostar na colaboração com a Universidade dos
Açores, com quem desenvolvem, orgulhosamente, chás como a coleção Momentos e
Sentidos e os chás Verde e Preto Cerebral. O objetivo passa igualmente por
apostar em “futuras parcerias com outras entidades, no desenvolvimento de chás
diferenciadores e enriquecidos pelos seus potenciais benefícios para a saúde”. “Ambicionamos
também aperfeiçoar as nossas blends, que têm sido muito bem recebidas
pelos consumidores, como as edições de Natal e primavera, além de continuar a
investir no desenvolvimento dos nossos chás brancos e oolongs”, conclui
Martinho Coelho.