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Ilha do Faial: um paraíso natural no coração do Atlântico
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Ilha do Faial: um paraíso natural no coração do Atlântico
A Marina da Horta. O majestoso vulcão dos Capelinhos e os trilhos que levam à Caldeira. O barco que sai para o encontro com as baleias. A esplanada onde se percebe que o verão açoriano tem uma energia própria. Bem-vindo à “Ilha Azul”.
Há lugares onde o Atlântico se sente de forma diferente e a Horta é seguramente um deles. Entre a Europa e as Américas, a cidade construiu ao longo dos séculos uma forte ligação ao mar, tornando-se porto de escala para navegadores que ali reabasteciam e reparavam embarcações. Hoje, esse legado continua vivo na Marina da Horta, uma referência do Atlântico Norte, com capacidade para centenas de embarcações e um movimento constante de veleiros vindos de todo o mundo. Visitar a Marina da Horta é obrigatório, pela energia e animação que a definem, mas também pelas pinturas deixadas no molhe pelos marinheiros que por ali passam. E falar de marinheiros é, inevitavelmente, falar do Peter Café Sport, paragem obrigatória para saborear um gin e absorver o espírito náutico da ilha.
Voltando à Marina, é também daí que se organizam algumas das experiências mais marcantes, como as saídas de whale watching, numa das principais rotas migratórias de cetáceos, o mergulho com tubarões em águas de excelente visibilidade, a pesca desportiva ou passeios de barco com direito a entrada em grutas vulcânicas e paisagens deslumbrantes.
A vinte minutos de carro encontra-se a Caldeira do Faial, uma impressionante cratera vulcânica com cerca de dois quilómetros de diâmetro. No interior, o silêncio e o ar puro dão lugar a um ecossistema único, onde se podem observar espécies de flora e fauna endémicas. Rumando por outras direções, o Vulcão dos Capelinhos, a cerca de meia hora da cidade, é completamente diferente. A erupção iniciada em 1957 deixou uma paisagem de cinzas e lava que parece de outro planeta. O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos conta a história, o Farol parcialmente soterrado ergue-se como prova viva e a vista da janela do carro deixa qualquer um sem palavras. Pelo caminho, também as múltiplas hortênsias azuis acompanham a viagem e dão corpo ao nome pelo qual o Faial é conhecido, a “Ilha Azul”.
O mar também está à porta. A Praia do Almoxarife, as piscinas naturais do Varadouro e de Castelo Branco destacam-se pela água limpa, bons acessos e infraestruturas de qualidade. Já quando se fala de areais, não se pode deixar de mencionar a Praia de Porto Pim, naturalmente, a mais icónica da ilha.
Para famílias, o Faial funciona muito bem, é fácil de percorrer e transmite uma sensação de tranquilidade e segurança que se nota no dia a dia. O ambiente é calmo, próximo e familiar, o que reforça a sensação de bem-estar. A hospitalidade das pessoas ajuda e faz-se sentir em pequenos gestos do quotidiano. Seja num sorriso espontâneo ou numa recomendação sincera sem segundas intenções, percebe-se que receber faz parte da cultura local.
O majestoso Vulcão dos CapelinhosPhotos Faial @Amusimage ATSF
Festas de Verão
No verão, a cidade anima-se de forma diferente. Em julho, a Noite Branca ocupa a zona urbana durante um dia sem igual, com o branco a comandar a vestimenta e os temas marítimos a decoração. A animação toma conta das ruas e a cidade revela um lado mais urbano e descontraído que a todos agrada. Já no início de agosto, a Semana do Mar afirma-se como o grande palco náutico-cultural dos Açores, reunindo regatas, concertos e gastronomia num ambiente que cruza tradição e cosmopolitismo.
No fundo, o Faial é uma ilha onde o tempo passa de outra maneira. Com a escala certa para ser confortável e fácil de visitar, mas com animação suficiente para surpreender a cada segundo, é uma boa entrada para conhecer os Açores e uma razão, por si só, para ficar mais tempo do que o planeado.
Observação de cetáceos, mergulho com tubarões, pesca desportiva ou passeios por paisagens são experiências inesquecíveis.
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