Sábado – Pense por si

C-Studio

Mais informações

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Alcides: a autoridade de ser autêntico

Restaurante e hotel mantêm o calor humano que os caracteriza.

Bife Alcides
03 junho 2026 11:17

Em Ponta Delgada há um hotel e restaurante que recebe como quem conhece o nome de toda a gente. Num tempo em que a hotelaria avança com ecrãs de check-in e ementas plastificadas, esta casa ainda faz uma coisa rara: privilegia pessoas. E isso, hoje, é uma diferença de mercado. Pedro Melo, gestor do , di-lo sem rodeios: “O digital existe. Mas não substitui o contacto humano.” Ignorar o digital é comprometer o futuro, no entanto, descaracterizar o Alcides seria uma “total perda de identidade”. É nesse meio-termo que a casa procura novos alicerces sem abdicar do calor humano que diz ser a sua marca desde sempre.

A cozinha começa antes do fogão. O Alcides consome cerca de 4,5 toneladas de carne por ano, em que 83% tem origem açoriana. Porém, este é um número que diz mais do que parece. É uma escolha financeira e ideológica com impacto direto nas margens de lucro. Num mercado globalizado onde a carne de importação esmaga os preços, o restaurante assume o custo da autenticidade. O investimento direto na economia da ilha reflete-se no prato e na qualidade indiscutível do produto que o cliente local e o visitante reconhecem.

A ementa é curta de propósito. “Estamos cada vez mais focados na sazonalidade e nos recursos existentes nos Açores”, explica Pedro Melo. Portanto, quem se senta à mesa come o que está na época, o que vem de perto e o que a cozinha conhece de cor. Há menos escolha, mas há mais razão para voltar.

Não tenta parecer novo. Tenta ser bom

Fundado em 1908, o Alcides chegou ao presente sem se converter em peça de museu. A modernização existe. Mas faz-se em silêncio, com pequenas mudanças, contínuas, que mantêm a casa reconhecível sem a congelar no passado. É essa contenção que torna o Alcides credível. Não tenta parecer novo. Tenta ser bom. Há uma diferença enorme entre as duas coisas.

A Hospitalidade Açoriana tem aqui tradução prática. Não é um slogan, mas sim uma forma de receber. Uma experiência singular, com amabilidade, com calor humano, com “amor açoriano”, como a própria casa define. Significa não tratar hóspedes como números e fugir ao modelo em que tudo é igual em todo o lado, preservando também uma relação com a cidade que os hotéis de cadeia não conseguem reproduzir.

Fora da cozinha, a casa também age. A Bolsa Académica Alcides apoia alunos de enfermagem e gestão e nasceu como tributo à mãe do gestor, que “além de ter sido professora, tinha uma enorme propensão para ajudar os mais carenciados”, recorda Pedro Melo. E isso dá-lhe outra densidade: a formação como gesto de retorno à comunidade

O horizonte é claro e sem concessões. A casa quer chegar a 2050 sendo disruptiva, corajosa e arrojada. Não para impressionar, mas para sobreviver. E para continuar a ser, em Ponta Delgada, o sítio onde se come bem, se dorme bem e se é tratado como gente.

Há poucas razões para não ir aos Açores. E agora há mais uma para ir ao Alcides.

Ementa sazonal, reduzida e com qualidade

O bife Alcides é o chamariz do restaurante, mas ementa, sazonal e reduzida mas com muita qualidade, contempla outros “pratos”, como as bochechas de porco guisadas, língua de vaca estufada, rabo-de-boi guisado, alcatra regional, moreia frita, chicharros recheados ou abrótea cozida.