Rajoy defende polícia e culpa separatistas

CM 02 de outubro de 2017

Atuação policial para travar referendo ilegal fez centenas de feridos.

Por Correio da Manhã

O primeiro-ministro Mariano Rajoy responsabilizou ontem o governo catalão pelos violentos confrontos que marcaram a consulta ilegal sobre a independência e garantiu que as forças policiais "agiram com proporcionalidade" ao carregar com bastões e balas de borracha sobre as pessoas que tentavam votar, fazendo mais de 800 feridos, numa atuação muito criticada e que parece afastar de vez qualquer possibilidade de entendimento.
Violentos confrontos entre polícia e civis em Barcelona
"O referendo, simplesmente, não existiu", garantiu Rajoy, afirmando que os catalães foram "enganados" a participar numa votação inválida. "A culpa do que aconteceu hoje [ontem] é daqueles que promoveram a rotura da legalidade e da convivência", acusou, antes de agradecer "o civismo da maioria da população catalã" e apelar à "reflexão" de todos os partidos políticos.

A atuação policial foi muito criticada, não só pelo uso excessivo da força, mas também pela sua duvidosa eficácia. Apesar das imagens que correram Mundo das cargas policiais e das agressões gratuitas contra mulheres e idosos, a Guardia Civil e a Polícia Nacional não conseguiram mais do que encerrar cerca de 300 locais de voto, pouco mais de 10 por cento do total. Nos restantes, os eleitores puderam votar livremente perante a passividade dos Mossos d’Esquadra, a polícia regional, que na maior parte dos casos desobedeceram às ordens judiciais para impedir a votação e se limitaram a observar.

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