Por uma rede mutualista de saúde e proteção social em Cabo Verde

Negócios 05 de dezembro de 2018

Já foram criadas em Cabo Verde, sete Mutualidades, abrangendo cerca de sete mil famílias e de 35 mil beneficiários, das ilhas de Santiago e Maio, constituindo, assim, a Rede Mutualista de Saúde e Proteção Social.

Por Florenço Varela - Jornal de Negócios

A sociedade cabo-verdiana é tributária de uma forte tradição de cooperação para a resolução de problemas comuns. Devido a circunstâncias várias, como as secas cíclicas e a fome desastrosa, ao longo de séculos, o cabo-verdiano tem procurado sobreviver, apoiando-se nas suas próprias forças, que constituem fatores contributivos para o desenvolvimento de práticas de "entreajuda", nas atividades agrícolas, na construção de habitação própria, na captação de poupanças através de sistemas financeiros tradicionais como a totocaixa, a associação funerária, etc., visando o autofinanciamento solidário das despesas e dos investimentos das famílias, o enterro de entes queridos e a resolução de problemas comuns. Neste sentido, a população cabo-verdiana, no passado e no presente, não se tem comportado como mero sujeito passivo do seu desenvolvimento, mas, pelo contrário, envolveu-se, desde sempre, na procura de soluções alternativas, para garantir a sua sobrevivência, assumindo, assim, um papel importante na luta contra a pobreza e as desigualdades sociais.

 

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login