Foi na Floresta Negra alemã que o Lobo Mau comeu a avozinha do Capuchinho Vermelho.
Foi na Floresta Negra alemã que o Lobo Mau comeu a avozinha do Capuchinho Vermelho. É na floresta dos interesses alemães que se está a discutir a melhor forma de degustar o euro, separando a carne dos ossos. Andamos a discutir as "eurobonds" e as decisões políticas para salvar o euro e a UE. Mas tudo isto parece um conto para crianças quando se lê o artigo de Hans-Olaf Henkel, o antigo líder do patronato alemão, no "FT". O nevoeiro das intenções alemãs desvanece-se. Para ele é necessário um novo plano: a Áustria, a Finlândia, a Alemanha e a Holanda devem deixar o euro e criar uma nova moeda. Bondosamente defende que essa nova moeda não se deve chamar marco e que o seu Banco central deve ser um sósia do Bundesbank mas não deve ser liderado por um alemão. Quanto aos outros países podem ficar com o euro, para serem concorrenciais. Obrigado! As dívidas à Alemanha seriam perdoadas por esta, porque já estão perdidas, e seriam um prémio pela saída da moeda onde ficariam a Itália, Espanha, Portugal e os outros. Para Henkel o que é necessário não é salvar o euro, mas sim a Europa. Traduzindo: o que é importante é salvar a Alemanha. O problema desta teoria é que está a ser levada à prática com o pragmatismo eleitoralista de Angela Merkel. Com a cumplicidade de Nicolas Sarkozy. O interessante é que Henkel deixa de fora da nova moeda a França. Sabendo nós que a destruição do eixo Alemanha/França é o fim da UE como a conhecemos, percebe-se que esta nova teoria do Lobo Mau tem um objectivo: a criação de uma nova Europa à volta do sol que nasce na Alemanha. Coitados de todos nós, indefesos Capuchinhos Vermelhos.
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