Fecho dos mercados: Petróleo completa maior série de subidas em 17 meses e juros de Portugal em máximos de um mês

Negócios 07 de janeiro de 2019

As principais praças bolsistas europeias negociaram sem tendência definida: enquanto o PSI-20 só conhece ganhos em 2019 e negociou em máximos de um mês, o Stoxx 600 interrompeu a toada de subidas e cedeu na sessão. Já o petróleo continuou a senda de subidas e encaminha-se para o mais longo ciclo de subidas em 17 meses. Juros de Portugal a 10 anos tocam no valor mais alto em mais de um mês.

Por David Santiago - Jornal de Negócios

Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,90% para 4.923,87 pontos
Stoxx 600 cedeu 0,15% para 342,88 pontos
S&P 500 valoriza 0,58% para 2.546,55 pontos
"Yield" da dívida portuguesa a dez anos agrava-se em 0,7 pontos base para 1,816%
Euro soma 0,62% para 1,1466 dólares
Barril de petróleo em Londres sobe 2,68% para 58,59 dólares por barril

Bolsas tocam em máximos de três semanas mas fecham em queda

Esta segunda-feira, 7 de Janeiro, e apesar de terem chegado a negociar em alta para máximos de três semanas, a maior parte das bolsas europeias fechou a sessão com perdas ligeiras. O índice de referência europeu Stoxx 600 cedeu 0,15% para 342,88 pontos, isto apesar de ao longo do dia ter tocado no valor mais elevado desde 17 de Dezembro, máximo conseguido sobretudo pelas valorizações conseguidas pelos setores europeus da tecnologia e do retalho.

 

Já o índice português PSI-20 negociou em máximos de mais de um mês (desde 5 de Dezembro) ao crescer 0,90% para 4.923,87 pontos, na sexta sessão seguida em alta que permite à bolsa nacional manter-se sempre no verde desde o início de 2019. A praça lisboeta registou o maior ganho entre as principais congéneres europeias.

 

Terá prevalecido na Europa o receio quanto à incerteza à volta do processo do Brexit bem como os sinais de arrefecimento da economia europeia, designadamente da Zona Euro. O que se terá sobreposto aos dados positivos relativos ao mercado laboral dos Estados Unidos conhecidos no final da semana passada assim como à garantia do presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, de que o banco central pode mudar o rumo da política monetária se a economia assim o exigir. Também o facto de já terem começado as negociações entre os EUA e a China com vista a um acordo que ponha fim à retaliação comercial entre as duas maiores economias mundiais contribuiu para o reforço do otimismo.

Juros de Portugal em máximo de mais de um mês
Os juros das dívidas negoceiam sem tendência totalmente definida, embora tenha predominado o aumento dada a menor procura dos investidores que mostraram menor apreensão relativamente aos sinais de abrandamento económico, fator que havia provocado uma queda das "yields" na semana anterior.

 

A taxa de juro associada às obrigações de dívida a 10 anos de Portugal sobe 0,7 pontos base para 1,816%, a terceira sessão seguida em alta que atirou a "yield" nesta maturidade para máximos de 3 de Dezembro.

 

Já os juros correspondentes aos títulos da dívida transalpina recuam em todos os prazos menos a 10 anos, caso em que a "yield" cede ténues 0,5 pontos base para 2,894%. Por sua vez, a taxa de juro correspondente às "bunds" germânicas com maturidade a 10 anos sobe 0,8 pontos base para 0,216%.

Euribor sobe a seis meses e recua a três

As taxas Euribor apresentaram variações distintas esta segunda-feira. No prazo a três meses recuou para -0,310%, a seis meses, que é a mais utilizada em Portugal na concessão de crédito à habitação, avançou para -0,236%, enquanto no prazo a 12 meses ficou inalterada nos -0,119%.

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