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Carneiro diz que afastar PS das escolhas para as secretas "diminui o Estado"

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Secretário-geral do PS justificou que "o Serviço de Informações serve o Estado, não é um Governo que está de turno".

O secretário-geral do PS considerou esta sexta-feira que a opção do Governo de afastar acordos de regime com os socialistas nas escolhas para as secretas "é um problema que diminui o Estado".

José Luís Carneiro defendeu o diálogo entre vários partidos
José Luís Carneiro defendeu o diálogo entre vários partidos HUGO DELGADO/LUSA

"O Serviço de Informações serve o Estado, não é um Governo que está de turno, serve o Estado nas suas funções vitais de segurança, e por isso é que devem ser matérias que devem obedecer a um diálogo entre os partidos que estão no Parlamento e aqueles que estão no Governo", respondeu José Luís Carneiro, aos jornalistas durante uma visita ao Santuário de São Bento da Porta Aberta, concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga.

O líder socialista lembrou que "os Governos também têm um tempo limitado", considerando ser "importante que quem está nessas funções possa garantir as funções do Estado, independentemente do Governo que está em funções, momentaneamente".

José Luís Carneiro referiu ainda que vai falar com o Presidente da República, António José Seguro, e com Luís Montenegro.

"O primeiro-ministro é que tinha de falar comigo, mas já que não o fez, quando tivermos a oportunidade não deixarei de falar com ele e de falar com o senhor Presidente da República", afirmou o secretário-geral do PS.

O refere na sua edição desta sexta-feira que o Governo "afasta acordos de regime com PS nas escolhas para as secretas e que o secretário-geral do PS não esconde a insatisfação por não ser tido nem achado na escolha das chefias das secretas".

Segundo o jornal "o Governo considera que não tem de haver qualquer consensualização prévia, bastando, para que os processos decorram com "total normalidade", que o líder socialista seja informado das decisões tomadas.

O Público acrescenta que o Governo "assume assim o fim dos chamados acordos de regime entre os principais partidos na escolha das chefias das secretas".

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