Abertura dos mercados: Incertezas condicionam negociação das bolsas. Dólar à espera da Fed

Negócios 30 de janeiro de 2019

As principais praças europeias ainda começaram o dia no verde, mas acabaram por ceder os ganhos. Isto numa sessão que deve continuar a ser dominada pelos receios em torno do Brexit e da negociação comercial EUA-China.

Por Sara Antunes - Jornal de Negócios

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,23% para 5.098,88 pontos

Stoxx 600 perde 0,08% para 356,94 pontos

Nikkei desvalorizou 0,52% para 20.556,54 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 2,5 pontos base para 1,693%

Euro recua 0,05% para 1,1427 dólares

Petróleo sobe recuar 0,05% para 61,29 dólares por barril, em Londres

 

Incertezas condicionam negociação das bolsas

As bolsas europeias seguem mistas, com alguns índices a subirem e outros a caírem. A condicionar a negociação estão vários fatores. O Brexit, e o impasse em torno da solução e do calendário de saída do Reino Unido da União Europeia, é uma das questões que está a pesar na negociação. Ainda assim, o facto de ter sido deixado claro que o país não quer uma saída sem acordo está a atenuar os receios. E a levar o principal índice bolsista britânico a uma subida de 0,76%.

 

Em alta está também o francês CAC, subindo 0,44%, depois de ter sido revelado que o produto interno bruto (PIB) cresceu 0,3% no terceiro trimestre, acima das estimativas dos analistas, que apontavam para um crescimento de 0,2%.

 

Ainda assim, a maioria das bolsas está em queda, com o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, a perder 0,08%.

A pesar estão também os ventos que sopram do outro lado do Atlântico. A Reserva Federal (Fed) dos EUA reúne-se esta quarta-feira, 30 de janeiro, e os investidores aguardam pelo discurso do presidente da autoridade, Jerome Powell, para perceber se são deixados sinais sobre o futuro da política monetária dos EUA.

 

Além disso, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, vai encontrar-se com o representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, quarta e quinta-feira, o que também está a criar alguma expectativa nos investidores, que esperam por novidades sobre as negociações comerciais entre Washington e Pequim.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20, que ainda iniciou o dia com ganhos ligeiros, já inverteu e segue a perder 0,23%, pressionado pelo BCP e pelo grupo EDP.

 

Juros sobem na Europa

As taxas de juro associadas à dívida na Europa estão a subir na generalidade dos prazos. No caso de Portugal, a "yield" da dívida a 10 anos está a subir 2,5 pontos para 1,693%, enquanto a alemã bund está a avançar 0,4 pontos para 0,204%, o que coloca o prémio de risco da dívida nacional nos 148,9 pontos.

 

Dólar à espera da Fed

A Reserva Federal dos EUA termina hoje a reunião de dois dias de política monetária. E os investidores não esperam qualquer alteração às taxas de juro. Ainda assim, vão analisar as declarações do presidente do banco central, Jerome Powel, à procura de quaisquer sinais de um abrandamento do ritmo de subida dos juros este ano.

 

Neste cenário, o euro está a recuar 0,05% para 1,1427 dólares. Já a libra está a subir 0,28% para 1,3103 dólares, apesar da incerteza em torno do Brexit. "É difícil perceber o que vai acontecer a seguir à libra. O prazo de saída do Reino Unido, de 29 de março, deve ser prolongado" e os investidores querem saber quando e como é que esse prolongamento vai ser decidido, referiu Yukio Ishizuki, estratega cambial sénior da Daiwa Securities, à CNBC.

 

Brent com perdas ligeiras

Os EUA anunciaram sanções contra a petrolífera estatal venezuelana PDVSA. Uma decisão que vai limitar a venda de petróleo entre as empresas norte-americanas e a Venezuela.

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