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Bloco critica horários irregulares do Centro de Saúde de Ovar

28 de agosto de 2019 às 15:19

BE afirma que "a consulta aberta existente no Centro de Saúde de Ovar tem funcionado de forma intermitente, registando-se vários dias em que a mesma não consegue ser assegurada".

A coordenação distrital de Aveiro do BE criticou hoje os horários irregulares da consulta aberta e do serviço de radiologia do Centro de Saúde de Ovar, o que atribui a "dificuldades em assegurar o funcionamento" dessas valências.

Em comunicado, o Bloco de Esquerda afirma que "a consulta aberta existente no Centro de Saúde de Ovar tem funcionado de forma intermitente, registando-se vários dias em que a mesma não consegue ser assegurada e fica encerrada" - o que, desde final de 2018, acontece "em especial às sextas-feiras".

Se, desde meados de 2018, as falhas de pessoal se verificavam em média dois dias por mês, em 2019 a situação tem-se agravado, com a consulta aberta a apresentar-se encerrada quatro a cinco dias por mês, "sempre à sexta-feira".

Segundo o BE, situação idêntica verifica-se também com o serviço de radiologia dessa unidade de saúde, que desde 16 de agosto deixou de funcionar no período "das 17:30 às 24:00" e assim se manterá até à próxima sexta-feira.

"Esta decisão vai ao arrepio do que é o discurso que tantas vezes se ouve sobre a necessidade de aumentar a resolutividade dos cuidados de saúde primários, dotando-os de maior capacidade de resposta, nomeadamente no que toca a meios complementares de diagnóstico", alerta o BE.

A coordenação distrital do partido já questionou o Governo sobre o assunto, solicitando que o Ministério da Saúde revele "que medidas imediatas serão tomadas para garantir o pleno funcionamento da consulta aberta e do serviço de radiologia no Centro de Saúde de Ovar".

Para o BE, é "muito preocupante" que nessa unidade de saúde "se esteja a desinvestir na consulta aberta e na capacidade de resposta em determinados exames", sobretudo tendo em conta que o Hospital Francisco Zagalo, em Ovar, está sem seu serviço de urgência desde 2007.

"A inexistência no Centro de Saúde de uma consulta aberta para casos agudos obriga os utentes a deslocarem-se até Santa Maria da Feira ou Aveiro, sobrelotando os serviços de urgência dos respetivos hospitais", nota o partido.

Contactada pela Lusa, a Administração Regional de Saúde do Centro não deu resposta ao pedido de esclarecimentos sobre o assunto.

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