Trabalhadores da RTP avançam para greve após proposta da Administração
A Comissão de Trabalhadores da RTP avançou que a Administração propôs um aumento salarial de 7,50 euros, muito abaixo da recomendação do Governo.
A Comissão de Trabalhadores da RTP avançou que a Administração propôs um aumento salarial de 7,50 euros, muito abaixo da recomendação do Governo.
"O Governo, acionista da RTP, apresentou assim um plano de reestruturação da sua empresa com vista à falência, uma reestruturação que não cumpre os requisitos legais e que arrasta os sindicatos para compromissos inexistentes e os jornalistas para a lama", consideraram os sindicatos em comunicado.
Ana Costa organizou uma greve na empresa onde trabalha. Os trabalhadores foram aumentados. Mas empresa mudou as funções da delegada sindical e tentou despedi-la. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) fala em "perseguição sindical". A empresa garante que cumpre a lei.
Os sindicatos representativos dos trabalhadores da RTP acusaram o Conselho de Administração (CA) de os "desconsiderar", bem como de fazer o mesmo com "compromissos".
Portugal tem de transpor para a legislação nacional uma diretiva europeia, que tem como objetivo regulamentar a atividade dos serviços de televisão e dos serviços audiovisuais a pedido, conhecidos como VOD ('video on demand'), como as plataformas Netflix, HBO e Amazon. Setor em Portugal está dividido em relação a esta transposição.
Recurso a uma empresa estrangeira para traçar a estratégia para o setor "é por si só a passagem de um atestado de menoridade política infligida pela tutela a si mesma e ao setor que regula", defende a plataforma.
Os trabalhadores dos correios estão hoje em greve, pela segunda vez em duas semanas, em protesto, entre outros pontos, contra o pagamento do subsídio de refeição em cartão.
Organização sindical emitiu novo aviso prévio que mantém a greve ao trabalho suplementar e feriados e vigorará durante todo o ano de 2020 até que a situação anterior "seja reposta".
Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual emitiu novo pré-aviso de greve, marcada entre 22 e 31 de dezembro.
Os trabalhadores vão continuar ao longo de dezembro a greve intermitente que iniciaram em 01 de novembro por melhores salários e condições de trabalho.
Estes trabalhadores auferem salários muito baixos, não têm condições de trabalho e são eternamente precários, pois trabalham em regime de subcontratação, diz dirigente sindicalista.
Empresas argumentam que "os trabalhadores nos últimos anos estão a ser beneficiados com os aumentos sucessivos do salário mínimo"
"Os trabalhadores consideram inaceitável a última proposta do Conselho de Administração da RTP que, entre outras medidas, propõe um aumento de 10 euros na tabela salarial, após 10 anos de congelamento", dizem as estruturas.
Em causa estão os aumentos salariais dos trabalhadores da estação pública, congelados há 10 anos.
Dirigentes consideram que a paralisação é "contra a privatização da empresa" e por isso movida por motivos "exclusivamente ideológicos e políticos".
Só uma reversão da privatização levará os trabalhadores e sindicatos dos CTT a desconvocar a greve da próxima sexta-feira. Esperam-se mais de três mil pessoas nas ruas de Lisboa, numa altura em que subiu o número de estações que vão fechar portas.