Presidente interina da Venezuela propõe lei de amnistia geral para presos políticos detidos desde 1999
Delcy Rodríguez defende a realização de uma "grande consulta nacional" para construir um novo sistema de justiça no país.
Delcy Rodríguez defende a realização de uma "grande consulta nacional" para construir um novo sistema de justiça no país.
Governo afirma que 116 saíram em liberdade mas não revela os nomes.
Diógenes Angulo foi libertado da prisão e voltou a abraçar a família, sem saber ainda que Nicolás Maduro tinha sido afastado do poder dias antes. A sua libertação acontece num contexto de libertações de presos políticos que o governo venezuelano diz visar a “pacificação” do país, após pressão dos Estados Unidos.
Segundo o balanço mais recente da Foro Penal, o número de presos políticos incluía 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade, entre os quais cinco lusovenezuelanos.
O dirigente da oposição venezuelana, que vive exilado em Espanha, na sequência das eleições de 2024, fez "um apelo sereno e claro" sublinhando "que o seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024".
Os dados, segundo o FP, não incluem ainda as todas as pessoas que foram detidas e libertadas ou que estão a ser mantidas em detenção de curta duração (48 horas).
Além do luso-venezuelano Williams Dávila, encontram-se detidos outros três cidadãos portugueses com dupla nacionalidade.
As trocas estão em curso no aeroporto de Ancara e na fronteira entre o exclave russo de Kaliningrad e a Polónia e envolvem 26 presos políticos, agentes secretos e detidos por delitos comuns.
Depois das datas redondas, não tem havido atenção ao campo de concentração, considera o antigo embaixador cabo-verdiano Luís Fonseca.
36 pessoas morreram no campo de concentração. A maioria, 32, eram portugueses que contestavam o regime fascista.
A agência Mizan indicou este sábado que, depois de investigar as alegações de 15 presos políticos, a secção 55 do Tribunal Geral e Legal de Teerão decidiu que Washington deve pagar uma quantia de 1.091 milhões de dólares por "danos materiais, morais e punitivos".
Ex-preso da PIDE e advogado de vários presos políticos, foi um dos mais destacados ativistas e opositores ao Estado Novo. Estava nas ruas de Lisboa no grande dia. A 27 de abril de 1974 escreveu no jornal República tudo o que sentiu. Recordamos essa crónica, 50 anos depois.
Aquilo que era impensável no Estado Novo tornou-se possível depois da revolução. Doze personalidades contam à SÁBADO aquilo que puderam fazer depois de derrubada a ditadura. Usar minissaias, ver a família, apoiar os presos políticos ou simplesmente regressar a Portugal.
Defendeu presos políticos como o comunista Domingos Abrantes. Spínola considerou-o um perigoso esquerdista e o embaixador dos EUA Carlucci descreveu-o como “fala-barato”. Enfureceu várias vezes Soares e avançou para a câmara de Lisboa quando ninguém no PS queria.
A estrutura morreu, mas o apoio público cresce: defesa de etarras como “presos políticos”, campanhas pela sua libertação, vandalização de sepulturas das vítimas e de sedes de partidos. O relato do passado é o novo campo de batalha.
O deputado Ismael León, o político e jornalistas Nicmer Evans e o assessor de Juan Guaidó, Demóstenes Quijada já se encontram em liberdade.