Oito mil professores trabalham a mais de 50km de casa, muitos sem apoio à deslocação
Alguns desses docentes chegam a gastar "250 euros mensais em combustível" para chegar ao local de trabalho.
Alguns desses docentes chegam a gastar "250 euros mensais em combustível" para chegar ao local de trabalho.
A partir de abril as penas contra agressores de professores será agravada, medida elogiada pelo SIPE. À SÁBADO uma professora conta como foi agredida e como este episódio impactou toda a sua vida.
A proposta apresentada pela tutela e que prevê a recuperação do tempo de serviço a uma média anual de 25% entre 2024 e 2027 foi aceite por várias entidades que representam os professores.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação recebeu hoje os sindicatos para continuar as negociações sobre a recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias de tempo de serviço dos professores com diferentes contrapropostas em cima da mesa.
A presidente do SITEU salientou que o documento foi redigido com a intenção de que, seja quem for o Governo que vença as eleições no próximo dia 10, perceba que "os enfermeiros têm uma palavra a dizer este ano de 2024".
Em cima da mesa está uma proposta de regulamentação que define, para os professores sem habilitação profissional e que só concluíram a licenciatura após 2006, o mínimo de créditos ECTS obtidos durante o curso em determinadas áreas cientificas para poder lecionar cada disciplina.
Um dos critérios relativos à autorização dos pedidos de mobilidade prevê que os docentes mantenham nos seus horários pelo menos seis horas de componente letiva, uma imposição que mereceu a crítica dos sindicatos.
As zonas onde a greve está a ter mais impacto são Lisboa, Sintra, Porto, Baião, Barcelos, Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Trofa, onde há "dezenas de escolas fechadas".
Agressões são consideradas crime semipúblico, o que significa que apenas a vítima pode fazer queixa. Se passarem a ser consideradas crime público, qualquer pessoa poderá denunciar a situação.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros afirma que o Governo apresentou aos sindicatos um documento que não satisfaz as reivindicações.
Parlamento obrigou Costa o retomar negociações com os professores sobre o tempo de serviço. Mário Nogueira fala em derrota do Governo e do Partido Socialista.
"Em causa está a negociação do prazo e forma de recuperação do tempo de serviço congelado dos professores, correspondente a nove anos, quatro meses e dois dias", refere o SIPE em comunicado.
Decisão de serviços mínimos na greve às avaliações foi muito criticada pelos professores.
Segundo Júlia Azevedo, o projecto de diploma do Governo implica "inúmeras ultrapassagens" na carreira docente, o que considera "totalmente inaceitável".