Leitão Amargo
A Lusa nas mãos de um Governo com queda para ocultação e propaganda é uma má notícia.
A Lusa nas mãos de um Governo com queda para ocultação e propaganda é uma má notícia.
Governo tem sido acusado de adquirir plataforma que faz "análise preditiva" com o objetivo de monitorizar jornalistas.
Do ponto de vista jurídico, a questão central não é a existência da ferramenta NewsWhip, mas o seu uso. A Constituição da República Portuguesa consagra, de forma inequívoca, a liberdade de imprensa e a proibição de ingerência do Estado nos meios de comunicação social.
Ministro da Presidência acrescentou que não foi contratado "nenhum serviço para catalogar e fazer rankings de jornalistas".
A primeira intervenção do debate quinzenal caberá à Iniciativa Liberal, partido que tem pressionado Luís Montenegro para levar já ao parlamento a reforma da legislação laboral.
Na segunda-feira, a Secretaria-Geral do Governo esclareceu que a ferramenta contratada da irlandesa NewsWhip é "um tipo de 'clipping' moderno" que pesquisa em fontes abertas e de conteúdos públicos e rejeitou que tal seja para monitorizar jornalistas.
Este esclarecimento, enviado por 'mail, surge depois do Correio da Manhã (CM) ter noticiado que o "Governo paga 40 mil euros para vigiar redes sociais e reagir a polémicas".
Um estudo concluiu que artigos externos compartilhados na plataforma sobre o mito das armas biológicas financiandas pelos EUA e usadas pela Ucrânia não foram rotulados como "informações falsas" ou "falta contexto".
O site do "Huffingtonpost" mantém-se como o "rei" das interacções nas redes sociais, em Outubro, segundo o "NewsWhip Spike", que analisou as redes Facebook, Twitter, Pinsterest e Linkedin.