Igreja portuguesa pede aos católicos atenção aos pobres e migrantes neste Natal
José Ornelas espera que a data "desperte no coração de cada um" o "desejo de construir uma sociedade mais justa".
José Ornelas espera que a data "desperte no coração de cada um" o "desejo de construir uma sociedade mais justa".
O Sínodo, a assembleia de bispos e leigos de todo o mundo reunida no Vaticano, terminou no sábado com um documento com as conclusões da reunião validado pelo Papa Francisco.
Ministério Público confirmou em outubro de 2022 estar a investigar o bispo José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, por alegado encobrimento de abusos sexuais.
"O Papa Francisco diz: 'não busquem simplesmente soluções do passado para problemas de hoje. Não vai dar certo'", sublinha o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
A Assembleia Plenária da CEP, que decorre em Fátima, termina na próxima quinta-feira.
José Ornelas fez questão de lembrar, na sequência do relatório sobre os abusos sexuais na Igreja, que "reconhecer, pedir perdão e agradecer só têm sentido na medida em que são acompanhados de decisões e ações concretas para transformar a realidade".
Desgaste provocado por três anos de mandato, marcados pela pandemia de covid-19 e pela situação dos abusos sexuais de menores na Igreja, estará na base de uma eventual não recandidatura.
"Eu penso que deve ser uma coisa personalizada, não mandar as pessoas simplesmente ir buscar uma esmola à Igreja", defendeu presidente da CEP.
A Igreja não pretende "encobrir nada", garantiu ainda o bispo, ao salientar que, no caso de uma pessoa suspeita, "com identificação clara e sem que isso signifique já uma condenação, deve ser retirada do serviço que se faz".
O bispo pediu desculpa pela sua comunicação inicial e admitiu que a Igreja encobriu casos de abuso prometendo que isso não vai voltar a acontecer.
José Ornelas afirmou que padres suspeitos não vão ser afastados preventivamente. Conferência Episcopal condena ainda todos os que ocultaram os abusos praticados dentro da Igreja.
"Não podemos deixar de repudiar, lamentar e pedir perdão a quem foi objeto de cada um destes repugnantes atos", frisou o bispo de Leiria-Fátima.
Bispo garante estar tranquilo e afirma que nunca existiram manobras de encobrimento.
José Ornelas considera que esta não é "uma questão de números", pois "qualquer número é sempre demasiado" elevado.
Questão estava relacionada com as suspeitas que envolveram recentemente o bispo timorense, Dom Ximenes Belo, das quais Ornelas garantiu ter tido conhecimento apenas "nestes dias" e "com uma grande tristeza".
O também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai substituir o cardeal António Marto à frente da diocese de Leiria-Fátima.