Sindicato de Enfermeiros vai enviar ao Governo nova contraproposta sobre acordo de trabalho
No decorrer da próxima semana.
No decorrer da próxima semana.
Ana Paula Martins assegurou que o Governo está disponível "para ouvir, para construir e para negociar" tudo o que "for para beneficiar os cidadãos", frisando que esse é o seu foco.
Contudo, greve marcada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que não integra plataforma de sindicatos que chegou a acordo, vai manter-se.
As reuniões ocorrem depois de a tutela ter suspendido em 16 de julho as negociações com os sindicatos por causa do pré-aviso de greve do SEP.
Reduzem expectativas com propostas baixas, omitem informações sobre pontos de trabalho, fazem gestão emocional e dividem para reinar. Os sindicatos queixam-se das estratégias do Governo – e culpam o primeiro-ministro e as Finanças por bloquearem acordos.
O sindicato assegura que "a carreira de enfermagem classificada como uma das mais complexas dentro da administração pública não pode ser subvalorizada em comparação com outras profissões".
Aumentos salariais, melhores condições de trabalho, progressão na carreira são algumas das exigências que os sindicatos já vinham reivindicando junto da anterior equipa ministerial e que irão trazer novamente para a mesa das negociações com o novo Governo.
Profissionais de saúde reivindicam uma revisão salarial e da carreira e contratação de mais pessoas.
A presidente do SITEU salientou que o documento foi redigido com a intenção de que, seja quem for o Governo que vença as eleições no próximo dia 10, perceba que "os enfermeiros têm uma palavra a dizer este ano de 2024".
Os enfermeiros vão estar em greve pela atualização da tabela salarial, remunerações justas, melhores condições de trabalho e dignificação da carreira, anunciou o SEP.
Paralisação foi convocada pelo Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), que reivindica aumentos salariais de 52 euros, de forma a igualar os 1.333,35 euros que os técnicos superiores da Administração Pública recebem a partir do nível 16.
A decisão foi tomada por todos os sindicatos que representam os enfermeiros. Ministério da Saúde não respondeu a documento reivindicativo entregue em setembro.
Cerca de uma dezena de enfermeiros participou hoje numa manifestação contra as injustiças e precariedade da carreira de enfermagem no Porto.
A SÁBADO teve conhecimento de que existem instituições de acolhimento disponibilizadas pelo Estado que só aceitam as crianças se os pais pagarem. O que vai contra o que foi definido pelo Instituto da Segurança Social e anunciado pelo próprio Governo. Há enfermeiros a pagar duas mensalidades.
Trata-se de um grupo de profissionais com contratos de substituição, que poderiam colmatar outras carências na instituição. Isto numa altura em que Portugal se prepara para receber pessoal de saúde do estrangeiro para ajudar no combate à pandemia.
Registado em Medicina Interna, que era covid-free. Administração diz que situação já está controlada.