Sábado – Pense por si

Ninguém aceita a morte. Eu não aceito a do António 

Mas há pessoas que deixam saudades para a eternidade. O António é um deles. E não há maneira de tapar este buraco que agora se abriu. O António vai ficar por aqui, pela minha memória, “até que as pedras se tornem mais leves do que água”.

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O adeus a António Lobo Antunes
Marco Alves

António Lobo Antunes. A despedida de um colosso

Quase isolado do meio literário onde foi a grande estrela das últimas décadas, fazia vida junto do povo e dos amigos. Escreveu até ao fim, como forma de se agarrar à vida

António Lobo Antunes, marcado pela guerra em África, experiência crucial na sua vida e obra
Diogo Barreto

António Lobo Antunes. Guerra, horror e morte

A experiência que mais marcou a sua vida e escrita foram os três anos que passou na guerra em África. Estava lá quando nasceu a filha mais velha e foi ali que a segunda filha foi concebida. Ali conheceu os melhores dos jovens, mas também o pior da humanidade.

O adeus a Lobo Antunes

A fotografia enviada pela ex-mulher “para lembrar o António mais novo e sem barriga”, o terapeuta-robot que diz “pensar” em nós, e o telefonema da SÁBADO que um turista preso no Dubai pensou conseguir trazê-lo de volta a casa

António Lobo Antunes na infância, no bairro de Benfica, com um avião de brincar
Diogo Barreto

António Lobo Antunes. O principezinho de Benfica

Foi uma criança precoce e altamente mimada pela família, mas rebelde. Era admirado pelos irmãos e popular entre os colegas de escola. Fumava às escondidas e odiava comer (principalmente sopa).

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