Sindicatos acusam bancos de ganância por manterem proposta de aumentos de 2%
"Não há desculpa para tal insensibilidade e ganância", afirmam os sindicatos, que recordam que o setor tem tido significativos lucros.
"Não há desculpa para tal insensibilidade e ganância", afirmam os sindicatos, que recordam que o setor tem tido significativos lucros.
Coincidindo com o Dia Internacional do Enfermeiro, a greve pretende reivindicar, entre outras medidas, a contratação de mais profissionais, o fim dos contratos precários e o pagamento dos retroativos entre 2018 e 2021 referentes à progressão na carreira.
De acordo com a estrutura sindical, trata-se de uma "greve nacional de toda a enfermagem portuguesa", permitindo que todos os enfermeiros estejam cobertos pelo pré-aviso, independentemente do setor onde exercem a sua atividade.
Para esta segunda-feira está ainda prevista uma manifestação em Lisboa. Sindicato exige a "contratação urgente" de pessoal para terminar com o "abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo".
Com esta greve, o sindicato reivindica a contratação de mais enfermeiros para os setores público e privado e para as instituições particulares de solidariedade social (IPS), assim como a resolução dos vínculos precários.
No decorrer da próxima semana.
Presidente do INEM fez criticas à postura dos técnicos durante a greve de 2024, que considerou ter tido uma "vertente ética e deontológica gravíssima".
Para o sindicato, a proposta "impõe o banco de horas e a adaptabilidade e deixa de considerar como tempo efetivo de trabalho o tempo previsto para a transmissão de informação dos doentes internados".
No pré-aviso de greve, os serviços mínimos estavam propostos apenas para o turno da noite. "Pelo menos um dos turnos de oito horas não cumpriu", reconheceu a ministra.
Contudo, greve marcada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que não integra plataforma de sindicatos que chegou a acordo, vai manter-se.
O sindicato assegura que "a carreira de enfermagem classificada como uma das mais complexas dentro da administração pública não pode ser subvalorizada em comparação com outras profissões".
A presidente do SITEU salientou que o documento foi redigido com a intenção de que, seja quem for o Governo que vença as eleições no próximo dia 10, perceba que "os enfermeiros têm uma palavra a dizer este ano de 2024".
Os enfermeiros acusam o Governo de não responder aos "graves problemas que afetam os doentes" nem "aos apelos do Presidente da República para que o ministro da Saúde reunisse com os sindicatos do setor".
Protesto dos enfermeiros às horas extraordinárias vai sentir-se em Portugal Continental até 25 de novembro.
Sindicato pretende que o Governo corrija a "estagnação salarial" dos profissionais.
Enfermeiros querem fim da "estagnação salarial" e lamenta "uma injustiça agravada com o impacto no valor pago pelo trabalho suplementar".