Greve encerra maioria das escolas do pré-escolar e 1.º ciclo
"Temos uma adesão de 80% à greve", disse o Sindicato de Professores, de Técnicos Superiores, de Assistentes Técnicos e Operacionais.
"Temos uma adesão de 80% à greve", disse o Sindicato de Professores, de Técnicos Superiores, de Assistentes Técnicos e Operacionais.
Segundo dados apurados pela plataforma cívica da metaPROF.
Um miúdo foi agredido com violência por um colega numa escola da Moita, em Almada. Os pais apontam para a falta de assistentes operacionais e professores de educação especial; os especialistas pedem tolerância zero.
Cerca de três semanas após o arranque do ano letivo, docentes e educadores voltam a parar para exigir a contabilização integral do tempo de serviço congelado: Seis anos, seis meses e 23 dias.
A paralisação acontece três dias após a greve de professores convocada para dia 6 de outubro pela plataforma de nove organizações sindicais.
Professores deixam ainda a promessa de manter a luta no próximo ano letivo, se os problemas se mantiverem.
Ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos meses, para esta greve distrital, o ministério não solicitou serviços mínimos.
Organizações sindicais dizem que confirmaram as suas "piores expectativas" na reunião técnica, realizada no passado dia 13 de abril, sobre as carreiras docentes.
Grupo Missão Escola Pública vai fazer manifestações nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, no dia 22 de abril às 18h. "Vamos mostrar aos turistas que Portugal é um país muito rico, muito visitado, mas tem uma escola pública muito maltratada", diz à SÁBADO Rui Foles, um dos organizadores do protesto.
Gravidade da situação que se está a viver na Educação e aos problemas que afetam os professores motivaram decisões dos sindicatos.
Protesto em Lisboa é organizado pela Fenprof, mas conta também com a participação da Federação Nacional de Educação (FNE) e outras sete organizações sindicais. STOP não organizou, mas marcará presença.
Nove organizações sindicais de professores vão apresentar os motivos que motivam os protestos dos docentes.
Os próximos dias serão marcados por mais greves e escolas de portas fechadas, mas também pela possibilidade do Governo decretar serviços mínimos e avançar com reuniões técnicas.
Depois do primeiro dia em Lisboa, a paralisação prossegue em Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, terminando no Porto no dia 8 de fevereiro.
Grupo de docentes nasceu nas redes sociais e, em apenas dois meses, angariou mais de 25 mil professores. Dizem não ser contra os sindicatos, mas não estão diretamente ligados a nenhum. São "defensoras da escola pública" e garantem não parar enquanto não forem ouvidos pelo Governo.
SINAPE/FEPECI e SPLIU defendem o encerramento imediato das escolas face ao agravamento da pandemia, principalmente devido aos casos entre os mais jovens.