Loures e Matosinhos registaram os maiores acréscimos e Guimarães registou o maior recuo, segundo o INE.
Os preços da habitação aceleraram no segundo trimestre em 10 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, destacando-se Loures e Matosinhos com os maiores acréscimos e registando Guimarães o maior recuo, divulgou hoje o INE.
Casas em Loures e Matosinhos valorizam, enquanto em Guimarães o preço desceJoão Miguel Rodrigues
De acordo com as últimas "Estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local" do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativas ao período de abril a junho, o município de Loures registou um aumento da taxa de variação homóloga de 9,7 pontos percentuais e Matosinhos de 9,5 pontos percentuais, enquanto Guimarães recuou 13,4 pontos percentuais.
Por sua vez, os municípios de Lisboa e do Porto registaram decréscimos de 8,9 e 5,4 pontos percentuais nas taxas de variação homólogas do primeiro para o segundo trimestre de 2026.
No período em análise, todos os municípios com mais de 100.000 habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Santa Maria da Feira, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional 2.445 euros por metro quadrado (Euro/m2).
Na Área Metropolitana do Porto, apenas Gondomar (22,9%) e Maia (18,8%), apresentaram taxas de variação homóloga superiores à nacional (18,4%), enquanto na Grande Lisboa, apenas Oeiras (13,0%) e Lisboa (8,9%) ficaram aquém do crescimento do país, tendo Odivelas igualado o valor nacional.
Na Península de Setúbal apenas o município de Almada (14,1%) apresentou uma taxa de variação homóloga inferior à do país.
O INE destaca os municípios de Lisboa (5.299 Euro/m2), Cascais (5.200 Euro/m2) e Oeiras (4.704 Euro/m2 ) com os preços medianos de habitação mais elevados, superiores a 4.500 Euro/m2.
Já o Funchal apresentou um preço mediano e uma taxa de variação homóloga superiores às nacionais (3.636 Euro/m2 e 24,2%), tendo Barcelos (2.000 Euro/m2 e 28,7%), Guimarães (2.060 Euro/m2 e 28,6%) e Braga (2.417 Euro/m2 e 21,6%) também superado a taxa de variação homóloga do país.
Tomando como referência as 156.713 vendas realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, Lisboa registou o preço mediano da habitação mais elevado entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador: 5.143 Euro/m2 por compradores do território nacional e 6.588 Euro/m2 por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro.
Para além de Lisboa, também Cascais, Oeiras e Porto registaram, simultaneamente, preços medianos de alojamentos familiares superiores a 3.500 Euro/m2 em transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional e superiores a 4.350 Euro/m2 por compradores no estrangeiro.
Os municípios de Lisboa, Cascais, Oeiras e Porto distinguiram-se também por apresentarem os preços medianos mais elevados, entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, nas duas categorias do setor institucional do comprador consideradas.
Por sua vez, o município de Loures apresentou o maior diferencial de preços entre setores institucionais do comprador: 1.386 Euro/m2.
Entre julho de 2025 e junho de 2026, 22 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes registaram preços medianos de alojamentos novos superiores aos preços dos alojamentos existentes.
As exceções foram a Amadora, onde o preço mediano dos alojamentos existentes foi superior em 576 Euro/m2 ao dos novos (3.360 Euro/m2 e 2.784 Euro/m2, respetivamente) e Santa Maria da Feira, onde foi superior em 2Euro/m2 (1.767 Euro/m2 os existentes e 1.765 Euro/m2 os novos).
Santa Maria da Feira registou o menor preço mediano de alojamentos novos e Lisboa (6.434 Euro/m2) e Cascais (5.260 Euro/m2) os valores mais elevados, superiores a 5.000 Euro/m2.
Já Lisboa apresentou o maior diferencial entre os preços de alojamentos novos (6.434 Euro/m2) e existentes(5.030 Euro/m2): 1.404 Euro/m2.
Entre os municípios com mais de 100.000 habitantes, o INE distingue ainda Cascais por apresentar o preço mais elevado na tipologia T4 ou superior (5.063 Euro/m2) e Lisboa com os valores medianos mais elevados nas restantes tipologias de alojamento consideradas.
Preços das casas aceleram em 10 dos 24 municípios mais populosos no 2.º trimestre
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