Centenas de pessoas estão reunidas na Praça D. Pedro IV pela sexta noite consecutiva.
Já se vive mais uma noite de acampada em Lisboa. As tendas começaram a ser montadas na Praça do Rossio pelas 18h00, mas acabaram por ser retiradas depois de um aviso da PSP que afirmou que não poderiam ser erguidas. Ainda assim, a PSP já afirmou que os manifestantes pode continuar a "aconchada".
Praça do Rossio, em Lisboa, 22 de outubro JOSÉ SENA GOULÃO / EPA
Entretanto iniciou-se a Assembleia Popular com a participação de centenas de pessoas que voltaram à Praça D. Pedro IV pela sexta noite consecutiva. Durante a assembleia foi apelado à participação na manifestação de sábado e foi votado que os manifestantes não devem pernoitar esta noite no Rossio.
“A noite de ontem foi muito dura. Sugerimos que a acampada passe para sábado. Precisamos de organizar equipas para as pessoas poderem estar seguras e para não ficarem doentes. Isto não é um sprint é uma maratona”, apelou uma das manifestantes.
Na sexta-feira a acampada vai reunir-se no Bairro do Condado, em Chelas e não na Praça D.Pedro IV. Durante a Assembleia Popular foi proposto que se "mobilize a acampada", a partir das 18h00, para o bairro onde uma mulher viúva, com dois filhos, foi despejada de uma habitação social.
Para sábado, 24 de outubro, está marcada uma manifestação que terá início no praça do Marquês de Pombal e terminará na Praça do Rossio. “O governo não dá soluções à crise da habitação e apenas reprime aqueles que lutam por uma casa digna. Por isso, ocupamos as ruas pelo direito à manifestação, o direito à habitação e contra a especulação imobiliária”, referiu a organização num comunicado enviado à imprensa.
A Acampada de Lisboa diz ter seis exigências: “Reversão da lei do arrendamento; o fim das demolições e dos despejos, sem alternativa habitacional; que seja travada a aquisição de habitação por parte de fundos imobiliários; o aumento de habitação pública; iniciativa pública de recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais; e a aplicação de tetos às rendas — verdadeiramente acessíveis”.
No Porto já terminou mais uma Assembleia Popular durante a qual foi aprovada uma concentração para sábado, pelas 16h00, na Praça da Batalha. Os manifestantes vão convidar a UGT e a CGTP para participar no protesto — e já terão entregue os papéis na Câmara do Porto para marcar o evento.
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