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Associação sindical da PSP pede reunião urgente a Luís Montenegro

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Para discutir o aumento da criminalidade e os constrangimentos que afetam esta força de segurança, como a falta de efetivos ou desmotivação.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) pediu uma reunião urgente ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para discutir o aumento da criminalidade e os constrangimentos que afetam a PSP, como a falta de efetivos ou desmotivação.

Associação Sindical dos Profissionais da Polícia pediu reunião com Montenegro
Associação Sindical dos Profissionais da Polícia pediu reunião com Montenegro Direitos reservados

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a ASPP, a principal associação sindical da Polícia de Segurança Pública, justifica o pedido de reunião com o aumento da criminalidade, a "ausência de autonomia e capacidade de resolução" dos problemas, mas também pela incapacidade de uma "negociação profícua" com o Ministério da Administração Interna (MAI).

Entre as principais preocupações da ASPP estão a reduzida capacidade de resposta da PSP às necessidades das populações, a escassez de efetivos no terreno e a "desmotivação crescente que grassa" entre os agentes.

Para a ASPP, "o aumento de episódios criminais é, inequivocamente, o reflexo de uma inadaptação do atual modelo e da dimensão do policiamento, face às necessidades reais do país".

A associação considera preocupante a indefinição do processo negocial e a alegada falta de execução do acordo celebrado em 2024, cuja concretização atribui ao primeiro-ministro enquanto "responsável máximo".

Ao pedido urgente de reunião com Luís Montenegro, a ASPP diz ter tido como resposta apenas o "encaminhamento burocrático" desse pedido para o gabinete do ministro da Administração Interna.

A estrutura sindical considerou a resposta insuficiente e voltou a reafirmar estar disponível para colaborar na procura de soluções, mas exigindo "respostas, diálogo, negociação real e efetiva" e compromisso com a dignificação da PSP e dos seus profissionais.

A direção da ASPP irá reunir-se em breve para analisar o atual quadro, tendo em vista a necessidade de uma intervenção estratégica e o "retomar urgente" das negociações assim como o cumprimento do acordo de 2024.

A valorização da carreira policial, o recrutamento imediato de mais profissionais e um reforço estrutural da capacidade da PSP são outras das reivindicações da ASPP.